A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e a administração do Hungaroring executaram reparos emergenciais no circuito húngaro na noite de sexta-feira (data da inspeção), depois que pilotos da Fórmula 1 apontaram falhas graves na pista durante os primeiros treinos livres.
Trechos recentemente recapeados apresentaram ondulações, falta de uniformidade e sinais de deterioração sob a carga dos carros. Os problemas mais severos surgiram na curva 1 – importante para ultrapassagens – e nas curvas finais, onde alguns competidores passaram a evitar o ápice para permanecer em uma faixa mais estável.
George Russell, da Mercedes, classificou o trabalho de recapeamento como “muito ruim”. “Está muito ondulado. Víamos muita gente travando pneus na curva 1, e a pista estava se desfazendo na última curva”, relatou. Oscar Piastri, da McLaren, destacou diferenças de aderência entre os trechos novos, enquanto Franco Colapinto perdeu a traseira de sua Alpine e bateu na curva final durante o segundo treino livre.
Intervenção em dois pontos
Após inspeção conduzida pelo diretor de prova Rui Marques, a FIA autorizou correções em duas áreas: uma na linha ideal de corrida e outra no lado direito, utilizado em manobras de ultrapassagem. O Hungaroring aplicou tecnologia de infravermelho para reaquecer o asfalto, amolecê-lo e, em seguida, recompactar a superfície.
Preocupação com pneus
A Pirelli já havia sido alertada de que o piso começava a se soltar após a passagem de outras categorias. Segundo o engenheiro Simone Berra, a situação poderia reduzir a aderência, aumentar os deslizamentos e provocar superaquecimento dos pneus.
No terceiro treino livre, as áreas reparadas apresentaram melhoria: houve menos travamentos de roda e redução no desgaste visível, embora a aderência geral continuasse baixa enquanto a borracha se acumulava na pista.
Com informações de F1Mania.net



