O Circuito Internacional de Sepang confirmou nesta terça-feira (data da entrevista) que receberá uma etapa da Fórmula 1 entre 2 e 4 de outubro, substituindo o Grande Prêmio do Bahrein, cancelado por causa da guerra no Irã.
A corrida marcará a primeira passagem da categoria pela Malásia desde 2017, mas manterá oficialmente a denominação de GP do Bahrein. Todo o dinheiro arrecadado com a venda de ingressos será direcionado ao Bahrein, país que seguirá como promotor do evento.
Sem autonomia sobre preços
De acordo com o CEO do autódromo, Azhan Shafriman Hanif, Sepang não terá poder para definir o valor das entradas. “Toda a receita da venda de ingressos volta para o Bahrein, então não temos autonomia total para determinar certas coisas”, afirmou. Hanif disse que tentará negociar um preço especial para portadores do MyKad, documento de identidade da Malásia, mas ressaltou que a decisão final caberá aos organizadores bareinenses.
Divisão de custos
O dirigente explicou que o circuito malaio dividirá as despesas operacionais com o GP do Bahrein, enquanto o Oriente Médio arcará integralmente com a taxa de promoção exigida pela Fórmula 1. Os gastos com preparação da pista e operação da etapa estão estimados em aproximadamente US$ 13 milhões.
Expectativa de impacto econômico
Apesar de não ficar com a bilheteria, Hanif acredita que o retorno financeiro indireto compensará o investimento. Estudos sobre corridas de F1 indicam geração de receita superior a três vezes o valor aplicado, o que poderia representar mais de RM 1 bilhão para a economia malaia.
Próximos passos
Desde o anúncio do retorno, o autódromo recebeu consultas sobre patrocínios, festivais e outras ações comerciais. Uma equipe técnica da Fórmula 1 já vistoriou Sepang e considerou o circuito apto a receber a prova. Antes de outubro, serão realizadas melhorias em áreas de escape e em parte da infraestrutura.
Com a confirmação, Sepang volta oficialmente ao calendário da categoria após sete anos fora da programação.
Com informações de F1Mania.net



