A pausa de verão da Fórmula 1 chega com a Ferrari em situação bem diferente daquela vista nas primeiras corridas de 2026. A escuderia soma duas vitórias e nove pódios em 11 etapas, encurtou a diferença para a líder Mercedes para 72 pontos no Mundial de Construtores (379 a 307) e vê Lewis Hamilton em segundo lugar no campeonato de pilotos, com 169 pontos, 50 atrás de Kimi Antonelli. Charles Leclerc ocupa a quarta posição, com 138.
Arrancada após início dominante da Mercedes
Depois de seis triunfos consecutivos da Mercedes na abertura do campeonato, a Ferrari venceu duas das cinco provas seguintes. Hamilton quebrou a sequência alemã em Barcelona e Leclerc repetiu o feito em Silverstone. Em Spa, pista considerada desfavorável ao SF-26, o monegasco terminou apenas 1 seg 952 atrás de Antonelli, sinalizando progresso no ritmo de corrida.
Dois perfis diferentes nos primeiros meses
Nas três etapas iniciais — Austrália, China e Japão — a equipe italiana já havia frequentado o pódio, mas sempre mais de 15 seg atrás do vencedor. Naquele momento, a falta de potência em reta, destacada por Leclerc, e a gestão de energia do trem de força eram apontadas como principais pontos fracos, apesar de o chassi mostrar bom desempenho em curvas e de o carro largar bem.
Atualizações decisivas em Barcelona
O primeiro grande pacote de melhorias foi estreado na Espanha. Mesmo largando em segundo, Hamilton adotou estratégia de três paradas, contou com um Virtual Safety Car favorável e cruzou a linha 19 seg 561 à frente de George Russell, demonstrando que o ganho não se resumia à circunstância de prova.
Oscilação volta à tona na Áustria
Duas semanas mais tarde, no Red Bull Ring, Hamilton terminou em quinto e Leclerc, em oitavo, afetados por alta degradação dos pneus e baixa velocidade de reta. Para o chefe Fred Vasseur, o problema principal foi a falta de ritmo, evidenciando que a janela de desempenho do SF-26 ainda é mais estreita que a do W17.
Reação imediata em Silverstone e confirmação em Spa
No Reino Unido, Leclerc venceu após assumir a ponta na largada, enquanto Hamilton completou o pódio. A performance ganhou peso técnico porque o traçado de alta velocidade, em tese, favorecia a Mercedes. Em Spa, a Ferrari manteve-se competitiva: Leclerc terminou em segundo e Hamilton foi o quarto colocado mesmo com punição de cinco segundos. Vasseur atribuiu a evolução a melhorias contínuas de chassi e unidade de potência.
Classificação ainda é calcanhar de aquiles
Embora tenha melhorado o ritmo de corrida, a Ferrari encerrou a primeira metade do calendário sem pole positions, contra dez da Mercedes. Largar atrás obriga os pilotos da equipe italiana a gastar mais energia na perseguição, reduzindo opções estratégicas em um regulamento no qual o gerenciamento híbrido é crucial.
Hungria expõe limites
O Hungaroring apareceu como chance de ouro para nova vitória, mas a decisão de sair com pneus macios não surtiu efeito. Leclerc terminou em quarto e Hamilton em quinto. Para Vasseur, “quase tudo deu errado” naquele domingo, reforçando a necessidade de ampliar a faixa de operação do carro.
Dupla sólida mantém escuderia na briga
Hamilton soma uma vitória e cinco pódios, enquanto Leclerc tem uma vitória e quatro pódios. A diferença interna de 31 pontos indica que a Ferrari conta com dois carros capazes de pontuar forte, recurso valioso na caça à Mercedes no Mundial de Construtores.
Números da virada
Nas seis primeiras corridas, a Ferrari marcou 137 pontos em Grandes Prêmios, média de 22,8. Nas cinco seguintes, foram 131 pontos, ou 26,2 por etapa, elevação de cerca de 15%. O avanço, porém, ainda não transformou a equipe em ameaça constante: a Mercedes sustenta 72 pontos de vantagem e Antonelli segue 50 à frente de Hamilton.
Com 12 etapas restantes, a Ferrari precisa converter ritmo de corrida em resultados mais frequentes também aos sábados para transformar a aproximação técnica em disputa efetiva pelos títulos de 2026.
Com informações de F1Mania



