O ex-comissário da Fórmula 1 Johnny Herbert saiu em defesa dos atuais fiscais da FIA após Lewis Hamilton expressar descontentamento com as punições recebidas nas últimas etapas. O posicionamento ocorreu depois que o piloto da Ferrari foi penalizado em cinco segundos por exceder o limite de 80 km/h no pit lane durante o Grande Prêmio da Hungria, disputado em 9 de agosto de 2026.
A infração aconteceu sob regime de Virtual Safety Car (VSC). De acordo com a direção de prova, Hamilton liberou o limitador de velocidade uma fração de segundo antes do ponto permitido, ultrapassando o limite em 0,1 km/h. Foi a quarta sanção imposta ao heptacampeão em três fins de semana consecutivos.
Incomodado, o britânico questionou a consistência das decisões em conversa recente entre pilotos e FIA. Na reunião, segundo Hamilton, representantes da entidade admitiram que a punição por falsa largada no GP da Grã-Bretanha havia sido aplicada de forma equivocada.
Herbert rechaçou qualquer hipótese de perseguição. “Não se pode punir um piloto só porque alguém talvez não goste dele. As diretrizes são claras e existem quatro comissários trabalhando juntos”, declarou. Para ele, cabe a Hamilton assumir o erro: “O excesso de velocidade foi culpa de Hamilton, ponto final. Um Lewis de dez anos atrás provavelmente não cometeria esse equívoco.”
O ex-comissário também ressaltou a importância da uniformidade nos julgamentos. “A consistência é fundamental, e é isso que equipes e pilotos buscam. Na minha opinião, os comissários vêm fazendo um excelente trabalho”, afirmou.
Enquanto Hamilton segue cobrando critérios mais uniformes, a atuação dos fiscais permanece sob escrutínio em um campeonato marcado por discussões sobre limites operacionais e interpretação do regulamento.
Com informações de Autoracing



