O chefe de equipe da Haas, Ayao Komatsu, atribuiu à falta de recursos financeiros e humanos a principal barreira para o desenvolvimento do time na Fórmula 1.
Segundo o japonês, a estrutura enxuta da escuderia atrasa a chegada de atualizações ao carro, reduzindo a competitividade frente aos rivais que contam com maiores orçamentos e pessoal.
Prioridades e ritmo lento
“Temos de estabelecer muitas prioridades e, por causa disso, o progresso é mais lento – seja pelas ferramentas, pelo ambiente ou pelo número de pessoas disponíveis”, explicou Komatsu a jornalistas.
Ele afirmou que a limitação atinge todas as áreas da operação: da identificação de soluções até a fabricação e instalação das peças. Mesmo quando um caminho é encontrado, o intervalo até a novidade estrear na pista costuma ser maior que o das concorrentes.
Questão financeira
Para o dirigente, o entrave é sobretudo monetário. Um orçamento mais robusto permitiria ampliar o quadro de funcionários, investir em softwares e aprimorar processos internos. “Tudo leva tempo e demanda recursos humanos, e isso está diretamente ligado à receita”, ressaltou. Recentemente, a equipe anunciou três novos parceiros comerciais e busca ampliar essas colaborações.
Carga de trabalho elevada
Komatsu também destacou que o acúmulo de funções entre os empregados, embora possa parecer eficiente em um primeiro momento, tem limites claros: “Uma pessoa exerce diversos papéis diferentes. Depois de certo ponto, isso se torna ineficiente”.
Desempenho em 2024
Estreante na F1 em 2016, a Haas alcançou seu melhor resultado no Mundial de Construtores em 2018, com o quinto lugar. Atualmente, ocupa a sétima posição do campeonato, somando 27 pontos, mas vem de cinco etapas consecutivas sem pontuar.
Com informações de F1Mania.net



