A Honda apresentou sua primeira atualização da unidade de potência para a Aston Martin durante o Grande Prêmio da Holanda, após um pacote de melhorias de Adrian Newey que foi testado na Hungria. O engenheiro-chefe da Honda, Shintaro Orihara, comentou que as alterações focaram principalmente no motor de combustão interna.
Embora a atualização tenha mostrado um avanço em termos de desempenho, conforme as expectativas da equipe, Orihara se absteve de divulgar números específicos sobre os ganhos. Em uma coletiva de imprensa, ele brincou ao dizer que agora poderia responder a perguntas sem precisar de um papel que o impedisse de comentar sobre potência e tempos de volta.
Na avaliação do desempenho em Zandvoort, Orihara reconheceu que ainda restam pontos a serem melhorados, especialmente em relação à dirigibilidade do motor. “Identificamos algumas áreas que precisam de ajustes em termos de dirigibilidade. Atualizamos as características de combustão e ajustamos as configurações para melhorar essa sensação ao volante”, afirmou.
A dirigibilidade está relacionada à forma como os pilotos percebem a resposta do motor, e a equipe ainda trabalha para atingir a consistência desejada. Orihara já havia abordado essa questão em Spa-Francorchamps, demonstrando que a Honda estava ciente de que havia trabalho a ser feito após a introdução da atualização.
Após o GP da Holanda, a Honda utilizou os dados obtidos e o feedback dos pilotos para realizar testes em seu dinamômetro, buscando aprimorar o controle da combustão e a estabilidade do motor. “Nosso foco principal é garantir uma combustão estável, que é crucial para melhorar a dirigibilidade”, explicou Orihara.
O diretor técnico da Aston Martin, Mike Krack, destacou que a questão da dirigibilidade não diz respeito apenas ao motor, mas também ao chassi do carro. “Precisamos entender como todos os elementos interagem para otimizar a performance”, observou.
Enquanto a Honda se concentra em ajustar a calibração e otimizar o desempenho, não há planos para novas alterações de hardware nas próximas corridas. “Acreditamos que ainda podemos melhorar o desempenho por meio da otimização dos dados”, concluiu Orihara.
Fonte: Motor Sport UOL.



