No GP do Azerbaijão, a expectativa era de que George Russell realizasse mais uma troca de motor. No entanto, a Mercedes decidiu postergar essa mudança para evitar punições ao atual vice-líder do campeonato de Fórmula 1.
Russell se encontra em uma situação delicada, tendo atingido o limite de trocas dos componentes da unidade de potência permitidos para 2026. Por isso, a equipe precisa avaliar cuidadosamente o momento ideal para cumprir uma punição.
Durante o evento de mídia em Baku, o piloto comentou sobre a estratégia da Mercedes em relação ao carro #63. “Não será neste fim de semana. Vou cumprir uma punição um pouco mais adiante”, afirmou. Ele reconheceu que, embora isso possa trazer desvantagens, a escolha de quando trocar o motor é crucial para a temporada. “Todos os pilotos trocam motores em momentos diferentes, então isso acaba se equilibrando ao longo do campeonato”, acrescentou.
Russell destacou que o motor que será utilizado em Baku está no final de sua vida útil, mas a troca deve ser feita em um momento que minimize o impacto. Ele ainda ressaltou a importância de acumular pontos na disputa pelo título, já que está 81 pontos atrás do líder, Andrea Kimi Antonelli.
A troca de motor pode acarretar punições significativas, como aconteceu com Antonelli no GP da Itália, onde ele perdeu 40 posições no grid. Russell explicou que a decisão de não trocar o motor agora também está relacionada a uma atualização que a Mercedes planeja implementar em breve. “Teremos a atualização do ADUO chegando, e se eu fizer a troca agora, teria que enfrentar outra punição depois”, explicou.
Assim, a estratégia da Mercedes visa garantir que Russell tenha a melhor performance possível nas próximas corridas, enquanto navega pela complexa dinâmica das punições por troca de motor.
Fonte: Motor Sport UOL.



