Ralf Schumacher, ex-piloto de Fórmula 1, acredita que a Aston Martin deveria reconsiderar sua parceria com a Honda, especialmente após um início de fim de semana problemático durante o GP do Azerbaijão.
Fernando Alonso chegou a Baku ciente das limitações de potência do motor japonês, mas a situação se agravou logo nas atividades iniciais. O piloto espanhol teve que trocar o motor de combustão e o turbo, o que resultou em uma penalização de 25 posições no grid. Somando as punições de Lance Stroll, a Aston Martin acumulou um total de 45 posições perdidas antes da corrida.
Além disso, o novo motor de Alonso apresentou um vazamento de óleo durante os treinos livres, levantando preocupações sobre a confiabilidade da unidade de potência. Durante o TL1, a Aston Martin alcançou uma velocidade máxima de 322 km/h, enquanto outros pilotos, como Nico Hulkenberg, conseguiram 337 km/h. Algumas análises até sugeriram que carros da Fórmula 2 estavam superando a performance do Aston Martin.
“Não é a melhor pista para nós. Será difícil marcar pontos e sair do Q1”, comentou Alonso, destacando que algumas circunstâncias estão além do controle da equipe.
A Aston Martin tem mostrado avanços significativos no desenvolvimento do chassi, incluindo uma redução de peso. No entanto, isso intensifica a pressão sobre a unidade de potência da Honda. Schumacher, em entrevista à Sky Deutschland, sugeriu que a equipe deveria considerar seriamente a troca de fornecedor de motores, até mesmo voltando a usar uma unidade de potência como cliente.
“Suspeito que mudar de fabricante de motores será a única chance”, afirmou Schumacher. Ele criticou a falta de inovação da Honda e comparou a situação com o sucesso da Red Bull, que desenvolveu sua própria unidade de potência em parceria com a Ford.
Schumacher também destacou que a atual situação é embaraçosa para uma gigante como a Honda. “Se eu fosse a Aston Martin, não perderia tempo e mudaria o motor”, recomendou. Para ele, a Audi pode ser uma alternativa viável, mas a Mercedes é a opção mais segura, visto que a equipe possui um histórico de sucesso e confiabilidade.
“Se eu fosse o chefe da Aston Martin, buscaria eliminar as principais fontes de falha. Isso incluiria adotar componentes da Mercedes, como câmbio e eixo traseiro, para garantir uma posição competitiva”, concluiu Schumacher.
Fonte: Autoracing Fórmula 1.



