No GP do Azerbaijão, realizado recentemente, a Mercedes fez uma analogia interessante ao descrever a luta entre George Russell e Max Verstappen. Bradley Lord, chefe adjunto da equipe, afirmou que Verstappen parecia estar preso a uma “corda elástica gigante” durante as voltas finais da corrida.
Embora Russell tenha conseguido abrir uma vantagem significativa no setor intermediário, Verstappen, pilotando pela Red Bull, aproveitou o forte vácuo nas retas do circuito de Baku para se aproximar do rival. Lord explicou que, apesar da vantagem de Russell, o vácuo permitia que Verstappen recuperasse tempo rapidamente.
“Era como se Max estivesse em algum tipo de corda elástica gigante e George estivesse esticando essa corda”, comentou Lord. Ele destacou que Russell conseguia colocar meio segundo de vantagem em cada volta no setor intermediário, mas o traçado do GPS mostrava que Verstappen voltava a se aproximar rapidamente.
O dirigente também observou que, em alguns momentos, Verstappen parecia ganhar mais tempo com o vácuo do que com o uso do DRS, o sistema de assistência para ultrapassagem, o que considerou um comportamento “contraintuitivo”.
Apesar da aproximação do piloto da Red Bull, Lord garantiu que Russell tinha a situação sob controle. Ele ressaltou que, embora as imagens de TV mostrassem Verstappen muito próximo, isso não refletia a realidade, pois nunca houve uma oportunidade real de ultrapassagem.
Na última volta, no entanto, um problema na entrega de energia fez Russell perder desempenho, permitindo que Verstappen se aproximasse ainda mais antes da bandeirada. Lord admitiu que um pequeno erro poderia ter custado a vitória a Russell, que chegou a temer uma ultrapassagem na reta final.
No fim, Russell conseguiu segurar a posição e venceu a corrida por menos de 0s2 de vantagem. Lord elogiou o desempenho do britânico, classificando sua atuação como “absolutamente fantástica” ao lidar com a pressão de Verstappen e garantir a vitória em Baku.
Fonte: Autoracing Fórmula 1.



