HomeFórmula 1Crise na Ferrari afeta humor de Hamilton após desempenho decepcionante em Baku

Crise na Ferrari afeta humor de Hamilton após desempenho decepcionante em Baku

O clima de otimismo que envolveu a Ferrari no início da temporada se transformou em pressão, especialmente após o último Grande Prêmio em Baku. A imprensa italiana tem questionado o desempenho de Lewis Hamilton e a liderança de Frederic Vasseur, além de discutir a atual fase da equipe.

O jornalista Giorgio Terruzzi, do Corriere della Sera, notou que Hamilton parece estar “quebrado” após mais um fim de semana complicado. “Nas entrevistas de sábado, ele parecia o Raikkonen dos bons tempos”, observou Terruzzi, ressaltando a falta de disposição do piloto para interagir com a equipe.

“Ele não tem vontade alguma de falar. Há algo errado com o estado de espírito de Hamilton”, completou o jornalista. O clima tenso é amplificado por relatos de que o piloto e seu grupo estão insatisfeitos com alguns membros da equipe de pista, o que tem gerado frustração.

Hamilton, que acreditava que lutaria pelo título aos 41 anos, viu sua posição ameaçada. Terruzzi destacou que ele perdeu para Charles Leclerc em cinco das últimas sete corridas, após ter apresentado um desempenho superior na primeira parte da temporada.

Após o GP do Azerbaijão, Hamilton reconheceu que os desafios da Ferrari vão além de um único problema. “Não é apenas um problema. Há muitos aspectos diferentes que precisamos melhorar”, afirmou à Sky Italia, expressando dúvidas sobre as próximas corridas na Malásia e em Singapura.

A situação na Ferrari também foi analisada pelo Gazzetta dello Sport, que trouxe uma manchete provocativa sobre a confiança em Vasseur. Hamilton respondeu de maneira direta: “Sim”, mas a resposta breve levantou muitas dúvidas sobre o futuro da equipe. Leo Turrini, do Quotidiano, destacou que a Ferrari vive um momento crítico, sem subir ao pódio há cinco corridas.

Jacques Villeneuve, campeão mundial de 1997, também comentou a tensão entre os pilotos da Ferrari, afirmando que eles reagem de forma intensa às derrotas para os companheiros de equipe. “Parece ser mais importante para eles estar à frente do companheiro do que na pole. Isso cria um equilíbrio interno muito estranho”, concluiu.

Fonte: Autoracing Fórmula 1.

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