Carlos Sainz, piloto da Williams, não escondeu sua frustração após a classificação da sprint do GP de Singapura, onde terminou em último lugar devido a um erro da FIA. O incidente, que ocorreu na fase inicial da sessão, resultou em uma discrepância de potência entre os carros, afetando diretamente o desempenho de vários pilotos.
A confusão começou após a bandeira vermelha provocada por um acidente envolvendo Sergio Pérez no SQ1. Após a interrupção, diversos pilotos relataram que seus carros estavam com menos potência do que o esperado, um problema atribuído a uma falha humana na direção de prova que deixou o Modo Ultrapassagem inativo.
Em entrevista à F1 TV, Sainz expressou sua indignação: “Infelizmente, fizemos uma volta realmente ruim. Só conseguimos completar uma volta. Tivemos problemas com os freios e continuamos a enfrentar dificuldades. Além disso, metade dos carros completou a volta com um motor que era meio segundo mais rápido que os outros. Isso não é aceitável.”
O espanhol questionou a atuação da FIA, afirmando que a classificação não ocorreu em igualdade de condições: “Por alguma razão, a FIA não decidiu agir diante de uma desigualdade esportiva, como ocorreu na Malásia. É difícil entender como metade dos carros pode correr com mais potência do que a outra metade.”
A crítica de Sainz faz referência a uma situação anterior, quando a FIA decidiu interromper uma sessão em resposta a um problema de software que afetou Lewis Hamilton e outros pilotos no GP do Bahrein. A decisão permitiu que Hamilton largasse em sua posição original, gerando questionamentos sobre a consistência nas intervenções da FIA.
Após o incidente, a FIA emitiu um comunicado reconhecendo o erro humano e informando que, após a bandeira vermelha, o Modo Ultrapassagem não estava disponível, impactando o desempenho de alguns carros. A entidade enfatizou que as fases subsequentes da classificação não foram afetadas.
A controvérsia levantou discussões sobre a necessidade de maior transparência e consistência nas decisões da FIA, especialmente em momentos críticos de uma competição tão acirrada como a Fórmula 1.
Fonte: Motor Sport UOL.



