Christian Horner, atual chefe da Red Bull Racing, revelou em seu novo livro de memórias, “Drive”, que recusou uma proposta para liderar a Mercedes na Fórmula 1 no final de 2012. A abordagem partiu de Niki Lauda, que na época ocupava a posição de diretor não executivo da equipe alemã.
A conversa ocorreu pouco antes do Natal e incluiu uma oferta financeira bastante atrativa. Lauda argumentou: “A Red Bull nunca vai pagar a você o que a Mercedes pode”, tentando convencer Horner a deixar a equipe austríaca.
Naquele momento, Horner havia acabado de levar a Red Bull e Sebastian Vettel ao terceiro título consecutivo de construtores e pilotos. A equipe continuaria a dominar a categoria, conquistando os campeonatos novamente em 2013, somando quatro temporadas seguidas de sucesso.
A proposta da Mercedes surgiu após conversas entre Horner e Lewis Hamilton, que estava em busca de uma mudança da McLaren. Apesar das tentativas de Lauda, Horner decidiu não formar uma parceria com Hamilton e Vettel, optando por direcionar Lauda ao piloto britânico, que acabaria assinando com a Mercedes em setembro de 2012.
Meses depois, Lauda visitou a casa de Horner para formalizar a proposta de liderança da Mercedes. Durante a conversa, Horner ficou surpreso com os números apresentados, que inicialmente não percebeu que se referiam ao salário oferecido. Apesar da tentação financeira, ele decidiu permanecer leal à Red Bull e ao seu então proprietário, Dietrich Mateschitz.
“Sou leal a Dietrich e à equipe. Portanto, por mais que eu agradeça pela proposta, não vou me juntar à Mercedes”, afirmou Horner em seu livro.
Após a recusa, a Mercedes optou por contratar Toto Wolff, que se tornaria uma figura central na equipe a partir de 2013. Sob sua liderança, a Mercedes iniciou uma era de domínio na Fórmula 1, conquistando oito títulos consecutivos de construtores e sete campeonatos de pilotos entre 2014 e 2020.
A decisão de Horner em não aceitar a proposta de Lauda revela como a trajetória da Mercedes poderia ter sido diferente, especialmente se ele tivesse assumido o comando antes do início da sua hegemonia na categoria.
Fonte: Autoracing Fórmula 1.



