Lando Norris expressou suas preocupações sobre a dificuldade de pilotagem do MCL40, que comprometeu o desempenho da McLaren na sexta-feira do GP dos Estados Unidos de Fórmula 1. Embora o piloto britânico tenha notado um ritmo competitivo em alguns momentos, ele afirmou que o carro exige muito dos pilotos para que se consiga completar voltas consistentes.
As expectativas para o fim de semana eram altas, com uma disputa acirrada entre as principais equipes. No entanto, o segundo treino livre (TL2) revelou que a McLaren estava em desvantagem. Charles Leclerc, da Ferrari, foi o mais rápido, seguido por Kimi Antonelli, da Mercedes, e Max Verstappen, da Red Bull. Norris terminou em sétimo, a 1s082 do tempo mais rápido, enquanto Oscar Piastri ficou em oitavo, apenas 0s014 atrás do companheiro de equipe.
Os pilotos da McLaren também perderam posições para Liam Lawson, da Racing Bulls. Norris ressaltou que os tempos não refletiram todo o potencial do MCL40, já que o comportamento do carro dificultou a realização de voltas representativas.
Reconhecendo que a McLaren parece estar um passo atrás de suas rivais, Norris afirmou: “É difícil. O ritmo não é ruim, mas parecemos estar um pouco atrás da Red Bull, da Ferrari e provavelmente também da Mercedes.” Ele explicou que o comportamento do MCL40 torna desafiador encontrar uma sensação consistente ao volante, o que exige um esforço extra para evitar erros.
“O carro é muito difícil de pilotar, e isso tem sido uma constante. É complicado manter a consistência e ter boas sensações regularmente. O ritmo não é ruim; o problema é que é difícil aproveitá-lo”, acrescentou Norris.
Diante desse cenário, o piloto fez um apelo por melhorias no acerto do carro. Ele acredita que pequenos ajustes podem facilitar a pilotagem e otimizar o desempenho. “Precisamos fazer algumas pequenas alterações. Não é nada extraordinário, mas o comportamento do carro está um pouco difícil de acertar”, disse.
Rob Marshall, diretor técnico da McLaren, apresentou uma visão mais otimista sobre o desempenho da equipe. Ele destacou que o carro mostrou potencial para brigar pelas primeiras posições, apesar de erros que impediram a realização de voltas rápidas no TL2. “Acho que podemos estar nessa disputa. Registramos um setor roxo no TL2, mas não conseguimos completar a volta”, afirmou.
Marshall também confirmou que as atualizações aerodinâmicas levadas a Austin funcionaram conforme o esperado, destacando ganhos mensuráveis. Agora, a equipe busca combinar esses avanços com um acerto que permita a Norris e Piastri explorar todo o potencial do MCL40 antes da classificação.
Fonte: Autoracing Fórmula 1.



