George Russell, piloto da Mercedes, acredita que a Ferrari possui uma “vantagem considerável” para o GP do México, devido ao design de seu turbo. Em contrapartida, Charles Leclerc, da Ferrari, minimiza o favoritismo atribuído à sua equipe, afirmando que a Mercedes ainda é a favorita em qualquer pista.
O GP do México será realizado no Autódromo Hermanos Rodríguez, localizado a 2.250 metros de altitude, o que apresenta desafios únicos para as equipes. O ar rarefeito influencia o desempenho aerodinâmico e o resfriamento dos carros. A Ferrari, com seu turbocompressor de diâmetro menor, poderá acelerar mais rapidamente, o que é vantajoso em altitudes elevadas, onde a energia de escape é reduzida.
“O turbo lag será um fator crucial para várias equipes neste fim de semana. A Ferrari, com seu turbo menor, provavelmente terá uma vantagem significativa nesse aspecto”, destacou Russell. Ele ainda ressaltou que a corrida não será fácil e a performance das equipes precisará ser monitorada de perto.
Por sua vez, Leclerc enfatizou que a Ferrari tem mostrado bom ritmo em corridas recentes, embora não vença desde julho, quando ele triunfou em Silverstone. “Estamos muito perto e maximizar nosso potencial será fundamental. Eu não concordo que sejamos os favoritos, a Mercedes ainda é forte, assim como a Red Bull”, afirmou Leclerc.
A Ferrari tem enfrentado dificuldades em manter a competitividade durante as classificações, um ponto que Leclerc reconhece como crítico para o sucesso da equipe. “Se conseguirmos otimizar nosso pacote para a classificação, teremos uma boa chance”, completou.
A escolha do turbo pela Ferrari foi influenciada pela necessidade de um melhor desempenho inicial, especialmente com a mudança nas regras para 2026, que eliminou o sistema MGU-H. No entanto, alterações de última hora feitas pela FIA podem ter limitado essa vantagem.
Fonte: Motor Sport UOL.



