HomeFórmula 1Dan Gurney: o caminho do norte-americano que abriu portas na Fórmula 1

Dan Gurney: o caminho do norte-americano que abriu portas na Fórmula 1

Em 75 anos de Campeonato Mundial de Fórmula 1, apenas cinco pilotos dos Estados Unidos venceram um Grande Prêmio. Entre eles está Daniel Sexton Gurney, que disputou 86 corridas entre 1959 e 1970, conquistou quatro vitórias e teve como melhor resultado no campeonato o quarto lugar em 1961 e 1965.

Início e primeiras equipes

Gurney chegou à categoria em 1959, anotando dois pódios com a Ferrari 246 Dino. No ano seguinte, enfrentou problemas de confiabilidade no BRM P48, completando apenas duas provas. Em 1961 e 1962, já com a Porsche, somou vários pódios com o modelo 718 e, no ano seguinte, triunfou em Rouen e largou da pole em Nürburgring com o 804.

A fase Brabham

Após 26 largadas na F1, o norte-americano assinou com a recém-criada equipe de Jack Brabham para a temporada de 1963. No primeiro ano, o Brabham-Climax BT7 rendeu três pódios e o quinto lugar no Mundial. Em 1964, a evolução do chassi manteve Gurney sempre entre os cinco primeiros no grid, mas seguidas quebras – câmbio em Mônaco, direção em Zandvoort, falta de combustível em Spa, entre outras – minaram a luta pelo título.

Mesmo assim, vieram duas vitórias: a primeira aconteceu em Rouen, quando assumiu a liderança após o abandono de Jim Clark. A segunda foi na prova final, na Cidade do México, novamente beneficiado por problemas no carro de Clark. Ao fim daquele ano, Clark liderara oito corridas e Gurney sete, mas terminaram apenas em terceiro e sexto no campeonato, respectivamente.

Última temporada competitiva

Em 1965, o Lotus 33 de Clark dominou o grid, mas Gurney ainda levou o Brabham BT11 ao pódio nas cinco etapas finais e fechou o campeonato em quarto.

Projeto próprio: Anglo American Racers

Para 1966, Gurney deixou a Brabham e levou sua All American Racers à F1 com o nome Anglo American Racers. O novo Eagle inicialmente usava motor Climax 2,8 L, depois substituído pelo V12 Weslake de 3,0 L, potente porém complexo. A recompensa veio com a vitória em Spa-Francorchamps, mas especialistas apontam que a saída da Brabham possa ter custado ao piloto dois campeonatos: ele era considerado mais veloz que Jack Brabham e Denny Hulme, campeões de 1966 e 1967.

Retas finais na categoria

O desempenho do Eagle caiu em 1968, levando a equipe a alinhar um McLaren particular nas três últimas provas. Gurney concentrou-se no programa da Indy em 1969 e retornou à F1 em 1970 apenas para substituir o falecido Bruce McLaren, mas encerrou ali sua trajetória na categoria para dedicar-se integralmente à vida de construtor e chefe de equipe nos Estados Unidos.

Gurney permanece como uma das figuras centrais da curta lista de vencedores norte-americanos na Fórmula 1, destaque de edição especial da revista RACER sobre os cinco pilotos do país que triunfaram na categoria.

Com informações de RACER

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