O ex-piloto canadense James Hinchcliffe acredita que a temporada de 2026 oferecerá o cenário ideal para que a parceria entre Lewis Hamilton e a Ferrari atinja seu auge. A análise foi publicada no portal oficial da Fórmula 1.
Resultados aquém e dificuldades com o SF-25
Em seu primeiro ano completo pela escuderia italiana, Hamilton ocupa a sexta colocação do Mundial de Pilotos, 66 pontos atrás do companheiro Charles Leclerc. Até o momento, o heptacampeão soma apenas um pódio — conquistado na corrida sprint da China, onde largou da pole e venceu — enquanto Leclerc já subiu ao pódio sete vezes.
Segundo Hinchcliffe, o chassi SF-25 não oferece velocidade natural suficiente para disputar vitórias de forma consistente. A equipe tem recorrido a acertos de elevada agressividade em busca de centésimos de segundo, o que torna o carro desconfortável sem, contudo, colocá-lo na luta direta contra adversários como a McLaren. A exceção, aponta o canadense, ocorreu no GP da Hungria, quando Leclerc fez a pole e liderou as voltas iniciais antes de abandonar por problema mecânico.
Adaptação cultural na Itália
Outro fator destacado é a mudança de ambiente vivida por Hamilton. Ao contrário da maioria das equipes da categoria, baseadas no Reino Unido, a Ferrari concentra todas as operações em Maranello. O britânico tem passado longos períodos na fábrica italiana para acelerar a integração, mas o chefe Fred Vasseur admite que o processo leva mais tempo que o previsto.
Hinchcliffe ressalta que entender a linguagem não verbal e a forma como a equipe reage à pressão é crucial. O piloto precisa descobrir quando insistir em ajustes de acerto e quando recuar, além de equilibrar sua influência para moldar gradualmente sua metade da garagem sem entrar em choque com métodos tradicionais da Ferrari.
Reformulação de 2026 como ponto de virada
A mudança completa do regulamento em 2026 é vista como chance de “reinício” para ambas as partes. Hamilton deverá influenciar diretamente o projeto do novo carro, o que pode deixá-lo mais confortável desde os testes iniciais. Além disso, o momento oferece ao britânico a oportunidade de introduzir sua abordagem de trabalho em um momento de grande reestruturação técnica.
Se a equipe conseguir produzir um monoposto competitivo e o piloto encontrar o equilíbrio ideal dentro da estrutura, Hinchcliffe prevê que a parceria poderá, enfim, brigar por vitórias e títulos.
Com informações de Autoracing



