Andy Cowell, ex-diretor da Mercedes High Performance Powertrains, respondeu aos boatos de que a fabricante teria encontrado uma forma de operar os motores de 2026 com uma taxa de compressão acima do limite imposto pelo regulamento da Fórmula 1.
O assunto ganhou força durante o recesso da categoria. Informações de bastidores indicam que a Mercedes – e possivelmente a Red Bull Powertrains – teriam alcançado uma taxa de compressão de 18:1 em condições de pista, enquanto o regulamento, válido a partir de 2026, fixa o máximo em 16:1. A medição oficial, porém, ocorre somente nos boxes, em temperatura ambiente, e a FIA ainda não dispõe de tecnologia para aferir o índice durante a corrida.
Estima-se que o ganho de 2 pontos na compressão represente cerca de três décimos de segundo por volta. Em Albert Park, palco do GP da Austrália, isso poderia equivaler a aproximadamente 17,4 s ao longo das 58 voltas.
Reunião na FIA
Diante das suspeitas, equipes e a Federação Internacional de Automobilismo agendaram um encontro para 22 de janeiro a fim de discutir eventuais ajustes na fiscalização.
Posicionamento de fabricantes
Mattia Binotto, diretor técnico da Audi, defende o desenvolvimento de sensores capazes de medir a taxa de compressão em tempo real. Já Graeme Lowdon, representante da Cadillac – que utilizará motores Ferrari –, afirmou que o novo time competirá “com um propulsor totalmente dentro das regras”.
Declaração de Cowell
Durante a apresentação da nova unidade de potência da Honda em parceria com a Aston Martin, Cowell adotou tom cauteloso: “A taxa de compressão sempre é tema quando surgem regulamentos inéditos. Todos leem as regras e tentam extrair o máximo desempenho possível”.
O engenheiro lembrou que a eficiência térmica depende diretamente desse parâmetro e reforçou a responsabilidade da federação. “Tenho certeza de que todos os fabricantes fazem o mesmo. Cabe à FIA garantir interpretações justas e iguais para todos”, concluiu.
Com informações de Autoracing



