O chefe e CEO da Mercedes, Toto Wolff, rechaçou nesta segunda-feira (2) as especulações de que a equipe teria encontrado uma forma de burlar o novo limite de taxa de compressão imposto à Fórmula 1 para 2026.
O regulamento técnico reduziu a relação de compressão dos atuais 18:1 para 16:1. A medição, porém, só pode ser realizada com o carro parado no pit lane e em temperatura ambiente, o que abriu espaço para rumores de que a Mercedes operaria o motor em valores maiores quando o carro está na pista, obtendo vantagem em tempo de volta.
Diálogo constante com a FIA
Segundo Wolff, a equipe mantém contato permanente com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e recebeu “garantias claras” sobre a legalidade do projeto.
“Eu simplesmente não entendo por que algumas equipes se concentram mais nos outros e continuam discutindo algo que é muito claro e transparente”, declarou o austríaco. “A comunicação com a FIA foi muito boa desde o início, não apenas sobre taxa de compressão, mas em outras áreas também.”
O dirigente ressaltou que os procedimentos de verificação são padronizados e usados inclusive em motores fora da categoria. “O motor corresponde exatamente à forma como o regulamento foi escrito e à maneira como as verificações são feitas”, afirmou.
Teste em Barcelona reforça confiança
Dentro da pista, a Mercedes completou 500 voltas nos três dias de testes em Barcelona, a maior quilometragem entre todas as equipes. O desempenho coloca a escuderia entre as favoritas para o início da temporada.
O próximo compromisso é o teste coletivo de pré-temporada no Bahrein, marcado para a próxima semana. Apesar da boa forma, Wolff disse querer evitar distrações: “Arrumem a própria casa. Eles fazem reuniões secretas, enviam cartas secretas e tentam inventar métodos de teste que simplesmente não existem”.
Posição “inequívoca” da FIA
Wolff reforçou que não há qualquer dúvida sobre a conformidade da unidade de potência. “Foi isso que a FIA nos disse. Foi isso que o presidente da FIA disse. Portanto, vamos esperar para ver. Ainda assim, nos sentimos totalmente robustos.”
Com a temporada prestes a começar, a real performance dos motores deve ficar evidente nas primeiras corridas, mas a Mercedes sustenta que está preparada para quaisquer verificações.
Com informações de Autoracing



