A Mercedes avisou que levará a disputa sobre a legalidade de sua nova unidade de potência à Justiça caso a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) modifique o regulamento da Fórmula 1 para 2026. O posicionamento foi confirmado pelo presidente da montadora alemã, Ola Källenius, após reunião entre representantes de todas as equipes e a entidade, realizada antes do início da semana de testes coletivos em Barcelona.
Segundo fontes ligadas ao paddock, a FIA já teria dado sinal verde para o projeto da Mercedes. Ainda assim, três possíveis formas de punição estariam sendo avaliadas em resposta à pressão das rivais, que contestam o que classificam como “brecha” no regulamento.
Desempenho nos testes aumenta tensão
Os carros equipados com o propulsor alemão registraram desempenho sólido e sem falhas durante os testes, o que elevou o desconforto das demais equipes. Ferrari, Red Bull e outras formaram uma aliança para tentar barrar o recurso técnico, alegando que ele fere o espírito das regras.
O recurso da taxa de compressão
O centro da polêmica é um sistema que, de acordo com relatos, opera com taxa de compressão de 16:1 com o motor frio, subindo para 18:1 quando a unidade atinge temperatura de corrida. A Mercedes teria desenvolvido um controle de válvulas extremamente preciso que permitiria simular essa elevação sem comprometer a durabilidade do conjunto, supostamente sem infringir o regulamento.
O texto em vigor exige que os motores apresentem taxa de 16:1 em temperatura ambiente, mas não determina limites para a mesma variável durante a operação em pista, já que inspeções em funcionamento são inviáveis.
Proposta de sensor divide o grid
Para fechar a brecha, a Ferrari sugeriu à FIA a instalação de um sensor interno que monitore continuamente a taxa de compressão. A medida esbarra em desafios técnicos — como a leitura em velocidade de 300 km/h — e na necessidade de aprovação unânime das equipes. Mercedes e suas clientes declararam que não apoiarão a iniciativa.
Diante da possibilidade de mudanças forçadas nas regras, Källenius afirmou que a Mercedes buscará proteção legal, confiante na regularidade de seu motor. O impasse político e técnico promete se estender enquanto a temporada 2026 se aproxima.
Com informações de Autoracing



