Barcelona (ESP), 6 de fevereiro de 2026 – A Ferrari saiu do shakedown realizado no Circuito da Catalunha com sinais de alerta no gerenciamento de energia do motor que equipará o SF-26 na temporada 2026 da Fórmula 1.
Volta mais rápida, mas números preocupantes
Lewis Hamilton cravou 1min16s348 e terminou a semana como o piloto mais veloz em Montmeló. Ao lado de Charles Leclerc, completou 440 voltas, segunda melhor marca entre as equipes – atrás apenas da Mercedes, que registrou 502 giros.
Apesar do desempenho consistente, os engenheiros da Scuderia apontaram que os dados de uso de energia ficaram abaixo do projetado. O temor surge em um ano em que as novas unidades híbridas, agora divididas em aproximadamente 50% de potência elétrica e 50% de combustão, tendem a definir o rendimento do grid.
Foco nos novos motores de 2026
O regulamento vigente extinguiu o sistema MGU-H e passou a exigir combustíveis sustentáveis. Embora a confiabilidade do propulsor tenha sido validada, o consumo e a entrega de potência elétrica ainda preocupam a equipe italiana.
Para compreender o problema, Hamilton e Leclerc retornaram imediatamente ao simulador de Maranello. A análise concentra-se em explicar por que o sistema energético não correspondeu às previsões, sobretudo após a mudança da antiga proporção 20/80 a favor do motor a combustão.
Próximo passo: testes no Bahrain
A Ferrari pretende levar o mesmo motor a Sakhir para as sessões de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O objetivo é validar ajustes e, se possível, introduzir soluções que mitiguem o déficit observado em Barcelona.
Além da administração de energia, rivais indicaram comportamento instável do SF-26 na Curva 10 do traçado catalão, acrescentando outro item à lista de deveres da equipe antes da abertura oficial do campeonato.
Com informações de Autoracing



