Charles Leclerc afirmou que os regulamentos de unidade de potência que entram em vigor nesta temporada representam “a maior mudança” já vista na Fórmula 1. A declaração foi feita neste sábado, 7 de fevereiro de 2026, às 10h45.
As regras revisadas eliminam o MGU-H e ampliam a potência do MGU-K de 120 kW para 350 kW. Além disso, o novo conjunto mecânico passa a operar com divisão de 50% entre energia elétrica e combustão interna, passo considerado decisivo no processo de eletrificação da categoria.
Diante do cenário, a Ferrari concentrou grande parte de seus recursos no desenvolvimento do SF-26. O trabalho aerodinâmico do carro anterior foi interrompido no fim de abril do ano passado para que a equipe priorizasse o novo projeto.
O modelo foi apresentado no mês passado. Logo depois, Leclerc e Lewis Hamilton realizaram um shakedown em Fiorano, seguido de vários dias de testes no Circuito de Barcelona-Catalunha.
“Precisamos reaprender muita coisa”, diz Leclerc
Para o piloto monegasco, as mudanças exigem profundas adaptações de equipes e competidores. “Acho que é uma das maiores transformações da história da F1, e isso é empolgante”, declarou. “Desde que cheguei à categoria, vivi a mudança técnica de 2021 para 2022, mas nada se compara a agora. Teremos de reaprender a maior parte dos nossos programas, entender melhor o sistema para extrair todo o potencial.”
Leclerc ressaltou ainda que o novo motor impacta diretamente o estilo de pilotagem e a gestão de corrida. “Há muitas implicações do lado do piloto: a forma como conduzimos e administramos as provas muda bastante, e isso torna o desafio ainda maior, mas muito estimulante.”
O monegasco concluiu dizendo que estava ansioso para sentir o carro na pista após meses de trabalho interno da equipe. “Foi muito empolgante finalmente testá-lo na vida real”, afirmou.
Com informações de Autoracing



