Ayao Komatsu, chefe da Haas, acredita que as primeiras corridas da temporada 2026 da Fórmula 1 serão marcadas por vários erros de pilotos e equipes, resultando em perdas significativas de tempo na pista. A avaliação foi feita após os shakedowns coletivos em Barcelona, onde já ficou evidente o desafio imposto pelas novas regras técnicas.
O regulamento que entrará em vigor altera profundamente o sistema de propulsão dos carros. A partir de 2026, a potência será dividida em partes iguais entre energia elétrica e combustão interna. O MGU-H deixa de existir e o MGU-K salta de 120 kW para 350 kW, exigindo que os competidores decidam com precisão quando liberar a energia e como recuperá-la em cada volta.
Questionado sobre a dimensão das perdas de tempo, Komatsu foi direto: qualquer falha na gestão de energia pode custar “meio segundo, seis ou até sete décimos”, valor que, segundo ele, será percebido facilmente pelo público. “Se alguém entrar em uma reta longa antes da curva 1 e não estiver rápido desde o início, todos vão notar que algo foi feito de maneira incorreta”, explicou.
O dirigente prevê que os testes no Bahrein já revelarão a consistência de cada equipe em simulações de classificação. Ele ressalta que a recuperação de energia dependerá não só das condições de pista e do estilo de pilotagem, mas também de um software “extremamente robusto”, fator que aumenta a vulnerabilidade no começo da temporada.
Para enfrentar o desafio, Komatsu enfatizou a necessidade de trabalho conjunto entre pilotos e engenheiros. Oliver Bearman e Esteban Ocon terão de se alinhar de forma ainda mais estreita com os engenheiros de corrida Ronan O’Hare e Laura Mueller a fim de extrair o máximo de cada volta. “Não dá para separar quem errou: piloto ou equipe. É realmente um esforço coletivo”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



