O chefe da Mercedes, Toto Wolff, afirmou que a temporada marcada pelas novas regras técnicas da Fórmula 1 exigirá que os pilotos “reaprendam” a forma de conduzir as corridas. Segundo o dirigente, a combinação entre unidades de potência revisadas e estratégias de gestão de energia altera de maneira significativa o método de pilotagem.
Nova arquitetura dos motores
Os propulsores agora operam com uma divisão aproximada de 50% da potência proveniente do motor a combustão e 50% de energia elétrica. Além disso, há um aporte adicional de 350 kW fornecidos por uma bateria controlada exclusivamente pelo MGU-K, responsável por recuperar e liberar energia cinética.
Testes em Barcelona
Durante cinco dias de atividades no Circuito de Barcelona, no fim de janeiro, os pilotos testaram o novo sistema. Wolff explicou que o pacote técnico obriga a manter uma reserva considerável de energia, utilizada sobretudo em tentativas de ultrapassagem.
Estratégias inéditas
A mudança abre espaço para abordagens até então incomuns, como a prática de lift and coast — levantar o pé e deixar o carro deslizar — em voltas de classificação, de acordo com as características de cada pista. “Não se trata mais apenas de atacar cada curva e cada reta”, declarou o austríaco. “Há uma nova dimensão técnica a ser considerada.”
Gestão passa a ser decisiva
Wolff ressaltou que, mesmo com carros mais velozes e pilotos de elite, o gerenciamento de energia tornou-se parte fundamental do desempenho. “Permanece o compromisso com os carros mais rápidos do mundo e com os melhores pilotos, mas agora é preciso brincar com a gestão de energia”, afirmou. Para ele, essa característica adiciona um elemento de jogo sem diminuir a essência da categoria. “É o próximo passo que a Fórmula 1 está dando”, resumiu.
Com informações de F1Mania.net



