James Vowles, diretor da Williams, reforçou nesta semana que a unidade de potência fornecida pela Mercedes está “totalmente em conformidade” com o regulamento da Fórmula 1 e criticou qualquer possibilidade de intervenção técnica por parte da FIA.
O dirigente rebateu questionamentos de rivais sobre a taxa de compressão do propulsor alemão. Fabricantes como Audi, Ferrari e Honda solicitaram esclarecimentos à federação após testes de pista indicarem índices mais altos do que os registrados em exames estáticos, embora ainda dentro do limite de 16:1 previsto pelas regras.
“Nosso motor segue todas as normas estabelecidas”, declarou Vowles. “Foram anos de desenvolvimento. A categoria não pode virar uma disputa de ‘balance of performance’; deve premiar a engenharia mais eficiente, não punir quem obtém melhores resultados técnicos.”
Com longa passagem pela Mercedes, o britânico afirmou ter mantido a parceria justamente pela capacidade da fornecedora de “interpretar o regulamento e explorar seus limites”. Segundo ele, isso sustenta a opção feita quando assumiu o comando da equipe de Grove.
Rumores de alteração nos procedimentos de medição preocupam o chefe da Williams. “Modificar agora não é simples. Primeiro é preciso redigir uma regulamentação que funcione tanto nos testes quanto na pista. E, se a mudança valer retroativamente, vários carros podem ser afetados”, apontou.
Vowles reconheceu a complexidade do trabalho da FIA diante de “inúmeras equipes e engenheiros procurando brechas”, mas defendeu que a inovação não seja restringida por “razões políticas”. Para ele, o papel da entidade é garantir equilíbrio sem tolher avanços técnicos.
Até o momento, a federação não anunciou qualquer ajuste nos critérios de verificação da taxa de compressão, mantendo o motor Mercedes apto a competir sem restrições adicionais.
Com informações de F1Mania.net



