Frédéric Vasseur afirmou nesta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, que a Ferrari não pretende apresentar protesto formal contra a Mercedes, mas quer explicações detalhadas sobre a suposta manobra da rival envolvendo a taxa de compressão do motor. O dirigente falou com jornalistas no Bahrein, palco dos testes de pré-temporada da Fórmula 1.
Vasseur ressaltou que o objetivo da equipe italiana é garantir entendimento uniforme das regras técnicas. “Não estamos aqui para fazer um protesto. Estamos aqui para ter um regulamento claro e para que todos tenham o mesmo entendimento”, declarou.
“Zonas cinzentas” após novo ciclo de regras
O chefe da Ferrari lembrou que o início do novo ciclo técnico — que inclui mudanças em bateria, unidade de potência, chassi, pneus e regulamento esportivo — ampliou áreas de interpretação no regulamento. Segundo o francês, divergências entre equipes e até entre equipes e a FIA são consequência natural desse cenário.
“Com os novos regulamentos, era esperado que surgissem áreas cinzentas. O mais importante agora é alcançar clareza. Todos podem admitir que houve interpretações diferentes, mas precisamos tornar o entendimento objetivo a partir da próxima semana”, afirmou.
Resposta de Wolff
O tema ganhou destaque após Toto Wolff, chefe e CEO da Mercedes, reagir duramente às suspeitas levantadas por adversários. O austríaco disse que o regulamento sobre taxa de compressão é “muito claro” e pediu que as equipes resolvam a questão sem polêmica.
Sem intenção de levar o caso aos comissários, a Ferrari espera que a FIA esclareça oficialmente o ponto questionado para evitar novos conflitos técnicos ao longo da temporada.
Com informações de Autoracing



