A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) reiterou que o termo “trapaça” nunca foi usado nas conversas sobre a taxa de compressão do motor da Mercedes na Fórmula 1. Segundo o órgão, as reuniões trataram exclusivamente da interpretação do regulamento e da busca por uma solução técnica que preserve a competitividade sem restringir a inovação.
A controvérsia surgiu quando a Mercedes desenvolveu um sistema capaz de operar com taxa de compressão de 18:1, acima do limite de 16:1 previsto pelas regras atuais, que consideram medições apenas em temperatura ambiente. Diante dessa brecha, Ferrari, Audi, Honda e Red Bull Powertrains defenderam a alteração do regulamento.
A proposta será analisada em votação eletrônica do Comitê Consultivo de Unidades de Potência (PUAC) e também dependerá do aval da própria FIA e da Formula One Management (FOM).
Nikolas Tombazis, diretor técnico de monopostos da FIA, afirmou que, embora o debate tenha sido acalorado, não houve qualquer acusação de ilegalidade. “Quando surgem novos regulamentos, é normal aparecerem soluções que ultrapassam a intenção original das regras”, explicou. De acordo com Tombazis, a votação pretende encerrar o impasse e estabelecer um caminho equilibrado.
O texto sugerido prevê que a taxa de compressão passe a ser medida tanto em temperatura ambiente quanto a 130 °C, com implementação programada para agosto de 2026.
Com informações de F1Mania.net



