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Ecclestone e Briatore preveem turbulência na Fórmula 1 com novo regulamento de 2026

São Paulo, 24 de fevereiro de 2026, 9h12. Dois dos personagens mais influentes da história da Fórmula 1, Bernie Ecclestone e Flavio Briatore, demonstraram forte preocupação com o caminho que a categoria tomará a partir da introdução do regulamento técnico de 2026. Ambos acreditam que a ênfase no gerenciamento de energia pode transformar o início da próxima temporada em um cenário de caos e confusão.

Ecclestone teme perda de protagonismo dos pilotos

Para Ecclestone, a mudança exigirá que todos “reaprendam” a competir, uma vez que a estratégia de corrida passará a girar em torno da eficiência energética. O britânico argumenta que tal abordagem favorece os engenheiros em detrimento dos pilotos, o que enfraqueceria a essência do campeonato. Ele também avalia que o estilo agressivo de Max Verstappen pode não se encaixar no novo formato, comparando a possível dinâmica com a existente na Fórmula E.

Mercedes larga na frente; Ferrari pode reagir

O ex-chefão da F1 aponta a Mercedes como favorita inicial na nova era, embora alerte que George Russell precisará manter atitude decisiva durante todo o campeonato. Ecclestone acrescenta que os times clientes da marca alemã tendem a colher benefícios semelhantes. Ainda assim, ele espera que a Ferrari se coloque na disputa, afirmando que a presença da escuderia italiana na briga pelo título fortalece a categoria como um todo.

Quanto a Lewis Hamilton, Ecclestone reforça que o heptacampeão não planeja se aposentar antes de atingir suas metas e considera 2026 uma possível virada histórica em sua carreira.

Aposta na estreia da Audi e no talento de Bortoleto

Além das equipes tradicionais, Ecclestone deposita confiança na entrada oficial da Audi. Segundo ele, qualquer ganho técnico pode ser decisivo em um pelotão intermediário equilibrado, cenário no qual a montadora alemã tem condições reais de surpreender. O britânico também elogia o brasileiro Gabriel Bortoleto, que, em sua visão, é veloz o bastante para ameaçar Nico Hulkenberg dentro da mesma estrutura e até sonhar com um futuro título.

Briatore critica complexidade excessiva

Flavio Briatore, ligado à Alpine, foi ainda mais contundente. Em entrevista ao portal Motorsport do Japão, o italiano classifica o novo sistema de gestão de energia como um “risco estrutural”, temendo que a grande complexidade afaste o público. Para ele, a categoria precisa explicar melhor o que acontece nos carros; caso contrário, aumentará o distanciamento entre quem assiste e quem compete.

Para ilustrar sua preocupação, Briatore cita a Fórmula E: lembra que Lucas di Grassi conquistou o título em idade avançada, enquanto pilotos da F1 passaram dificuldades ao testar aqueles monopostos. Ele observa que, na nova realidade, muitas vezes será necessário aliviar o acelerador para realizar ultrapassagens, alterando por completo a lógica competitiva que os fãs conhecem.

Crescimento comercial não dissipa alertas

A despeito das críticas técnicas, Briatore reconhece o forte avanço comercial da F1 na última década, período em que patrocinadores passaram a procurar espontaneamente a categoria. Mesmo assim, conclui que é vital preservar o espetáculo na pista e o som dos motores, elementos que, em sua avaliação, definem a identidade histórica do esporte.

Com a estreia do regulamento em 2026, Ecclestone e Briatore concordam que a Fórmula 1 enfrenta o desafio de equilibrar inovação tecnológica e entretenimento puro para não transformar a nova era em um ponto de ruptura com o passado.

Com informações de Autoracing

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