Stefano Domenicali, diretor-executivo da Fórmula 1, declarou que a categoria não deve voltar à África do Sul antes de 2029. A afirmação foi feita durante entrevista sobre o futuro do calendário, que atualmente conta com 24 etapas contratadas.
O país africano não recebe a principal categoria do automobilismo desde 1993, quando o circuito de Kyalami saiu do cronograma por motivos sociais e políticos. Desde então, diversas tentativas de retomada foram feitas. O ministro sul-africano de Esportes, Artes e Cultura, Gayton McKenzie, criou uma comissão para viabilizar o retorno, obteve sinal verde da FIA para modernizar Kyalami e classificou a volta da corrida como meta prioritária de sua gestão. Mesmo assim, os esforços não surtiram efeito imediato.
Contratos e logística travam negociação
Domenicali explicou que a agenda da Fórmula 1 está comprometida com acordos de longo prazo e que não há espaço antes do ciclo que se inicia em 2029. Além das obrigações contratuais, o dirigente citou a necessidade de infraestrutura adequada para receber a prova.
Paralelamente, a organização estuda a inclusão de novas praças, como Istambul, na Turquia, a partir de 2027, decisão que reduz ainda mais as chances de encaixar a etapa sul-africana neste período. O CEO reforçou que o número de corridas permanecerá estável até o fim da década, descartando qualquer expansão além das 24 previstas.
Com isso, torcedores da África do Sul terão de esperar ao menos mais cinco anos para ver o país novamente no mapa da F1.
Com informações de F1Mania.net



