Ralf Schumacher voltou a apontar problemas na Aston Martin. Em participação no podcast Backstage Boxengasse, o ex-piloto de Fórmula 1 questionou nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, a forma como Lawrence Stroll conduz a equipe baseada em Silverstone.
Para o alemão, a pré-temporada fraca indica que o início do novo campeonato tende a ser complicado. “Eu me pergunto se conseguirão terminar as corridas no começo da temporada”, afirmou, referindo-se às falhas de confiabilidade que limitaram o número de voltas do carro nas sessões de testes.
Expectativas frustradas
No inverno europeu, a chegada do renomado projetista Adrian Newey e os investimentos em infraestrutura criaram otimismo interno. No entanto, faltaram velocidade e consistência na pista, cenário que, segundo Schumacher, expõe problemas mais profundos que o simples desempenho do carro.
Pouca exposição de Stroll
Schumacher criticou o estilo reservado do proprietário canadense, que concede poucas entrevistas e, na visão do ex-piloto, centraliza decisões. “A pressão é enorme. Quero ver se ele resistirá”, disse, alertando que investidores podem cobrar resultados rápidos diante dos altos gastos em fábrica, túnel de vento e contratação de engenheiros.
Ambiente sob tensão
A dupla de pilotos também entra na equação. Fernando Alonso chegou com a meta de lutar por vitórias, mas já demonstra frustração. O espanhol, que pode disputar sua última temporada na F1 em 2026, vê um projeto ainda distante da frente do grid. Lance Stroll, por sua vez, permanece sob escrutínio pelo rendimento irregular, fato que, de acordo com Schumacher, já gerou discussões internas.
Apesar das críticas, o alemão reconheceu méritos em decisões anteriores de Lawrence Stroll e destacou que Newey precisa de tempo para implementar mudanças estruturais. “Eles precisam evitar se destruir internamente; esse será um enorme teste de paciência”, concluiu.
Com informações de AutoRacing



