A África do Sul está se mobilizando para trazer a Fórmula 1 de volta ao país com um novo projeto ambicioso. O grupo Blue Mountain Racing (BMR) adquiriu uma área de 600 hectares na região de Swartland, ao norte da Cidade do Cabo, com a intenção de desenvolver um circuito que atenda às certificações da FIA Grau 1 e da FIM Grau A, possibilitando a realização de corridas de F1 e MotoGP.
Desde a aquisição do terreno em abril, a BMR tem avançado no planejamento do circuito e na busca de financiamento privado, com apoio de empresários locais e de figuras do automobilismo internacional. O projeto prevê uma pista com extensão entre 4,5 km e 5,5 km, incluindo uma longa reta de 600 metros e um trecho de cerca de 1 km para velocidade máxima, além de variações de elevação ao longo do percurso.
Diferente de corridas de rua temporárias, a BMR optou por um circuito permanente, o que permitirá maior liberdade no desenvolvimento do traçado e eliminará a necessidade de montagens e desmontagens anuais. O complexo também incluirá hotéis, áreas residenciais e comerciais, um anfiteatro e um empreendimento à beira-mar, além de centros de pesquisa e tecnologia automotiva e programas de formação de pilotos.
O processo de mudança de zoneamento e as aprovações ambientais devem ser concluídos até 2028, com a construção prevista para iniciar em 2029. O grupo espera realizar os primeiros testes de pista em 2030 e, caso tudo ocorra conforme o planejado, o primeiro Grande Prêmio de F1 pode acontecer em 2031.
Neal Froneman, líder do projeto, acredita que a infraestrutura turística da Cidade do Cabo, com seu grande aeroporto internacional e belas paisagens, pode fortalecer a candidatura do circuito. Ele destaca: “A cidade oferece hospitalidade de nível mundial e está situada diante do cenário da icônica Table Mountain, das praias deslumbrantes e das vinícolas próximas. Esses são ativos que nenhum projetista de circuito poderia criar”.
Esse projeto surge em um momento em que a África do Sul não recebe um GP de F1 desde 1993, quando a corrida aconteceu em Kyalami. Atualmente, a África é o único continente que não conta com uma etapa do campeonato. Lewis Hamilton, heptacampeão da F1, tem sido um defensor ativo do retorno da categoria ao continente, expressando seu desejo de correr na África antes de encerrar sua carreira na F1.
O governo sul-africano já havia mostrado interesse em revitalizar Kyalami como sede da F1, mas as propostas de BMR e de um circuito de rua na Cidade do Cabo também estão em consideração, assim como a possibilidade de Ruanda como destino para a categoria.
Fonte: Autoracing Fórmula 1.



