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Ajuste no fluxo de combustível surge como alternativa ao clipping na Fórmula 1 2026

São Paulo, 18 de abril de 2026 – Equipes e engenheiros da Fórmula 1 analisam a elevação do limite de fluxo de combustível como possível solução para o clipping, fenômeno que faz a energia elétrica acabar antes do fim das retas e reduz drasticamente a aceleração dos carros na temporada 2026.

Clipping afeta desempenho nas pistas rápidas

Com o regulamento atual, o motor de combustão interna (ICE) tem restrição de 75 kg/h de combustível. Quando os 350 kW do sistema híbrido se esgotam, a potência do ICE não é suficiente para manter o ritmo, situação agravada em circuitos como Spa, Baku, Monza e Interlagos.

Proposta para a classificação

Para a sessão de sábado, técnicos sugerem aumentar o fluxo para 90 kg/h e, simultaneamente, limitar a entrega elétrica a 250 kW. O combustível extra garantiria torque contínuo nas retas, enquanto a menor demanda elétrica prolongaria a carga da bateria, reduzindo ou eliminando o clipping na volta rápida.

Adequações mecânicas necessárias

Operar a 90 kg/h exigiria reforços em bicos injetores, pistões, bielas e ajustes no turbo, devido ao acréscimo de pressão e temperatura. Materiais mais resistentes ao calor e detonação teriam de ser adotados para preservar a confiabilidade do conjunto.

Estrategia variável para o domingo

Na corrida, onde o combustível total é limitado, a ideia é usar mapas de motor dinâmicos: 65 kg/h em curvas de baixa velocidade e até 85 kg/h nas retas. O consumo médio permaneceria dentro da capacidade do tanque, evitando o clipping nos pontos de maior velocidade.

Fiscalização da FIA

A Federação Internacional de Automobilismo prevê sensores redundantes e software padronizado para monitorar o fluxo em tempo real. Variações seriam controladas por GPS: ao entrar na curva, a vazão cairia automaticamente; na reta, subiria ao limite permitido, garantindo igualdade entre as equipes.

Limitações tecnológicas atuais

Baterias de estado sólido, que ofereceriam maior densidade energética, ainda não são viáveis na F1 devido a custos elevados e dificuldade de suportar recargas rápidas geradas pelas frenagens intensas.

Engenheiros ouvidos pela reportagem defendem que elevar o fluxo a 85 kg/h seja a medida mais urgente para devolver o torque perdido, sem exigir redesign completo das unidades de potência.

Com informações de Autoracing

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