Alex Albon reconheceu que a Williams atravessa um momento crítico depois de ver os dois carros eliminados ainda no Q1 da classificação para o Grande Prêmio da China de 2026, em Xangai. O tailandês e seu companheiro Carlos Sainz largarão do fim do pelotão, resultado que expôs os problemas de equilíbrio e de aderência do FW48.
Segundo Albon, o monoposto apresenta comportamento atípico em determinadas curvas, chegando a perder o contato ideal com o asfalto. “Há coisas estranhas acontecendo no carro”, afirmou o piloto. De acordo com ele, nem ajustes de acerto nem mudanças de procedimento experimentadas ao longo do fim de semana conseguiram amenizar o quadro.
A equipe, revelou Albon, passou a testar configurações “radicais” em busca de respostas. “Estamos indo para áreas em que nunca estivemos antes e continuarei avançando nessa direção”, disse o competidor, destacando que nenhuma das tentativas até agora restaurou a estabilidade do carro.
O piloto comparou o desempenho da Williams com o de rivais do pelotão intermediário e apontou que, em alguns trechos do circuito, até a Cadillac tem se mostrado superior. “Tenho certeza de que a Cadillac é mais rápida que nós em várias curvas”, comentou. Ele acrescentou que o FW48 chega a rodar “com três rodas”, situação que compromete a consistência nas curvas.
Embora o sobrepeso do carro seja um problema conhecido, Albon destacou que a perda de desempenho vai além dessa questão. “Não podemos nos esconder atrás do peso. Há muitos problemas de equilíbrio”, ressaltou, indicando que a equipe também precisa evoluir em carga aerodinâmica para voltar a competir de igual para igual com os adversários.
O resultado em Xangai contrasta com o encerramento da temporada anterior, quando a Williams terminou o campeonato em quinto lugar, e aumenta a pressão interna por soluções que devolvam competitividade ao time britânico.
Com informações de F1Mania



