Xangai (China), 13 de março de 2026 – Fernando Alonso afirmou nesta sexta-feira que a Aston Martin corre risco de ficar sem peças sobressalentes para a unidade de potência Honda durante o fim de semana do Grande Prêmio da China. Segundo o bicampeão, qualquer contratempo técnico poderá comprometer de forma “muito difícil” o restante das atividades da equipe.
Mais voltas, mas estoque limitado
Depois de um GP da Austrália conturbado, o time de Silverstone conseguiu aumentar a quilometragem no primeiro treino livre em Xangai: Alonso completou 18 voltas e Lance Stroll, 20. Na semana anterior, em Melbourne, os dois carros somaram apenas três giros no TL1.
Apesar do avanço, Alonso manteve o alerta:
“Não temos mais estoque da unidade de potência, então qualquer problema pode ser muito difícil para nós no restante do fim de semana”, declarou.
Objetivos da Honda
Shintaro Orihara, gerente geral de pista e engenheiro-chefe da Honda, destacou que o foco principal foi acumular voltas para aperfeiçoar o gerenciamento de energia e a dirigibilidade, além de coletar dados para a corrida Sprint.
“Ter um TL1 e uma classificação Sprint sem problemas foi importante para prepararmos as configurações de dados para o restante do fim de semana”, explicou o engenheiro.
Vibrações ainda preocupam
A fabricante japonesa segue trabalhando para eliminar vibrações na unidade de potência, problema detectado nos testes de pré-temporada que afeta o sistema de bateria. Contramedidas introduzidas antes da etapa australiana reduziram o nível de vibração, porém a origem do defeito ainda não foi totalmente solucionada.
Quilometragem é prioridade
Para Adrian Newey, o AMR26 possui uma base sólida, mas carece de rodagem. Cada volta concluída por Alonso e Stroll em Xangai é considerada crucial para o desenvolvimento do carro.
Alonso reforçou que, no momento, o grupo concentra esforços no chassi: “Tentamos melhorar o carro do lado do chassi, porque o motor é o que é”. O espanhol comparou o ritmo da Aston Martin ao da Williams, estimando diferença de cerca de três décimos no circuito chinês – vantagem menor que os oito décimos verificados na Austrália.
Mesmo com pequenos sinais de progresso, a equipe admite que a confiabilidade e a disponibilidade de componentes do motor Honda seguem como pontos críticos para o restante do fim de semana em Xangai.
Com informações de Autoracing



