Kimi Antonelli, líder do campeonato após vencer o Grande Prêmio do Canadá, avaliou na manhã de sábado (30 de maio de 2026) o primeiro semestre da Fórmula 1 sob o novo regulamento técnico. O piloto da Mercedes considerou que houve avanços importantes, mas reforçou a necessidade de mudanças adicionais, sobretudo no equilíbrio entre potência elétrica e térmica.
Postura diverge da de Verstappen e Hamilton
Na coletiva de imprensa que reuniu Antonelli, Max Verstappen e Lewis Hamilton, os três foram questionados sobre a adaptação aos carros de 2026. Hamilton classificou o comportamento das atuais unidades de potência como “estranho”, mencionando a perda de força no meio das retas. Verstappen, por sua vez, comparou a categoria a outras competições em que tem corrido, afirmando que a F1 se tornou “complexa demais”.
FIA e equipes melhoraram dirigibilidade, diz italiano
Antonelli adotou tom mais otimista. Segundo o italiano, ajustes eletrônicos implementados pela FIA e maior liberdade para as equipes deixaram o carro “muito mais natural” em relação às primeiras etapas. O piloto ainda ressaltou que é possível seguir rivais mais de perto do que em 2025, fator que, na visão dele, aumenta as disputas na pista.
“Às vezes o sistema ainda estranha, mas ficou bem mais fácil”, declarou. Ele também elogiou o trabalho da Mercedes tanto no chassi quanto na unidade de potência: “Realmente não posso reclamar”.
Discussão sobre potência elétrica e térmica
O líder do campeonato apoia o debate em andamento que pode alterar, a partir de 2027, a relação originalmente prevista de 60% de potência térmica e 40% elétrica. Para Antonelli, reduzir ligeiramente a participação do sistema híbrido seria “mais um passo na direção certa”.
Por fim, o piloto afirmou que a adaptação aos carros atuais é “muito mais natural” do que na abertura da temporada, em Melbourne, e prevê novas melhorias conforme a categoria refina o regulamento.
Com informações de Autoracing



