São Paulo, 12 de março de 2026 – Mattia Binotto, agora chefe do projeto de Fórmula 1 da Audi, alfinetou a Ferrari depois de a equipe alemã somar seus primeiros pontos logo na estreia, no Grande Prêmio da Austrália.
Cutucada na antiga casa
Perguntado pelo jornal L’Équipe se o objetivo é tornar a Audi tão competitiva quanto a escuderia de Maranello, Binotto respondeu de forma direta: “Por que eu faria isso? Eles não ganham nada desde 2008. Quero que a Audi vença”, afirmou, arrancando risadas.
Estreia com pontuação
No GP australiano, disputado no último domingo, Gabriel Bortoleto terminou em nono e anotou os primeiros dois pontos da Audi, que assumiu a estrutura da Sauber a partir da temporada 2026. O resultado foi considerado um início animador para a nova operação germano-suíça.
Diagnóstico da antiga Sauber
Binotto destacou limitações claras na base herdada em Hinwil. “Era uma equipe pequena e histórica, mas com infraestrutura um pouco ultrapassada. Faltam pessoas, competências, processos, metodologia, além de espaço e recursos”, descreveu.
Segundo o dirigente, são necessárias melhorias em testes, simulador, túnel de vento e no departamento de fabricação para elevar a capacidade produtiva.
Projeto dividido em 57 iniciativas
A Audi trabalha com um cronograma de cinco anos: três temporadas dedicadas a construir a base competitiva e mais duas para consolidar o desempenho. De acordo com Binotto, há 57 projetos específicos, cada um com metas e prazos definidos.
Cultura de trabalho diferente
Comparando as experiências, o engenheiro suíço-italiano afirmou que, em Maranello, “não existiam processos; as coisas simplesmente eram testadas”. Já na combinação alemã-suíça da Audi, planos estruturados são considerados fundamentais.
Com o objetivo declarado de conquistar o título mundial, a Audi aposta na reorganização interna e na filosofia de planejamento rígido para se firmar entre as equipes de ponta.
Com informações de Autoracing



