Gabriel Bortoleto saiu em defesa das regras vigentes da Fórmula 1 após o Grande Prêmio da Inglaterra, disputado em Silverstone no último fim de semana. O brasileiro, oitavo colocado na prova, afirmou que os pilotos precisam parar de criticar o regulamento e focar em se ajustar às características dos carros da nova geração.
As reclamações ganharam força em Silverstone devido às discussões sobre o gerenciamento de energia previsto para 2026. A partir desse ano, a divisão de potência passará a ser praticamente metade para o motor a combustão e metade para o sistema elétrico, o que levantou dúvidas sobre a autonomia das baterias no trecho de alta velocidade que liga as curvas Luffield e Stowe, passando por Copse, Maggots, Becketts e Hangar Straight.
Na prática, o problema não se mostrou tão grave, mas as críticas continuaram. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) planeja ajustes graduais em 2027 e 2028, quando a distribuição de potência deve chegar a 60% para o motor a combustão e 40% para o sistema elétrico.
“Categoria não perdeu a magia”, afirma brasileiro
Bortoleto destacou que, mesmo com mudanças no comportamento aerodinâmico, os carros seguem rápidos e desafiadores. “Ainda atravessamos a Copse a cerca de 280 km/h e preciso aliviar o pé para contornar a curva”, disse. Para ele, as transformações fazem parte da evolução natural da categoria.
O piloto da Audi — que marcou os primeiros pontos da equipe desde o nono lugar no GP da Austrália, abertura da temporada — pediu que o paddock encerre o debate sobre o regulamento até que novas regras entrem em vigor: “Essas são as normas até 2030. Se alguém ainda reclama, é hora de virar a página”.
Segundo Bortoleto, a Fórmula 1 segue oferecendo carros “divertidos de pilotar” e cabe aos competidores se adaptar. “Quando chegarmos a 2030 e houver outro pacote de regras, voltaremos a discutir. Não podemos passar três anos falando da mesma coisa”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



