Stefano Domenicali, diretor-executivo da Fórmula 1, afirmou que se emocionará caso Kimi Antonelli conquiste o campeonato mundial, mas advertiu que as expectativas em torno do jovem italiano de 19 anos precisam ser controladas.
Em entrevista publicada nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, pelo jornalista Leo Turrini, o dirigente reagiu às comparações feitas na Itália entre Antonelli e grandes nomes do esporte, inclusive o tenista Jannik Sinner, atual número 1 do mundo. Para Domenicali, esse tipo de paralelo é precipitado.
Domenicali considera comparações injustas
“Kimi não deve ser colocado lado a lado com nenhum dos grandes pilotos do passado, porque isso seria injusto com ele e desrespeitoso com as lendas”, comentou. Ele lembrou ter convivido com campeões como Ayrton Senna, Michael Schumacher, Kimi Räikkönen, Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Max Verstappen, todos com trajetórias marcantes na categoria.
A despeito da advertência, o CEO da F1 reconheceu qualidades fora do comum no estreante da Mercedes. “Além do instinto natural para a velocidade, impressiona a rapidez com que ele aprende com os próprios erros”, afirmou, destacando que tais características explicam o entusiasmo do público italiano.
Lado torcedor do chefe da F1
Mesmo ocupando um cargo que exige neutralidade, Domenicali admitiu torcer por um eventual título do compatriota. “Pela minha função eu não deveria dizer isso, mas vou falar mesmo assim: se ele ganhar, vou ficar emocionado. Falamos o mesmo dialeto; ele poderia ser meu filho”, brincou.
Análise sobre a Ferrari
Ex-chefe de equipe em Maranello, Domenicali também comentou a situação atual da Ferrari. Ele recordou as oportunidades perdidas nos campeonatos de 2008, 2010 e 2012, quando o time perdeu o título de pilotos por poucos pontos. “Talvez nossa história tivesse sido diferente se aqueles campeonatos tivessem terminado a nosso favor, mas hoje isso já não importa”, disse.
Para a temporada 2026, o italiano vê a escuderia ainda viva na briga, embora pressionada pelo crescimento recente de McLaren e Red Bull, enquanto a Mercedes lidera o pelotão. “Os vermelhos precisam de mais consistência para alcançar o objetivo, mas o campeonato continua totalmente aberto”, avaliou. Segundo ele, uma vitória da Ferrari antes do fim de junho poderia mudar o clima na disputa.
Com informações de Autoracing



