A Fórmula 1 está revisando seus planos para o motor V8 que deve ser introduzido em 2030, considerando agora um sistema de dois turbocompressores. Essa mudança surge em meio a debates sobre desempenho, sonoridade e custos associados aos novos motores.
Originalmente, o motor V8 seria aspirado, mas as propostas recentes indicam que a nova configuração pode incluir turbocompressores para aumentar a eficiência e a potência. Contudo, essa alternativa também pode elevar os custos e a complexidade da unidade.
O V8 em questão estava previsto para ser complementado por um sistema híbrido de menor porte, com potência em torno de 100 kW, bem abaixo dos 350 kW utilizados atualmente. A intenção era simplificar a gestão de energia nas corridas, permitindo que os pilotos tivessem maior controle sobre o desempenho e tornando as corridas mais acessíveis ao público.
Uma das razões para considerar a adição de turbocompressores é a questão do som dos motores. Com muitos eventos em circuitos urbanos, o ruído se tornou um ponto crucial nas discussões. Os turbocompressores poderiam ajudar a suavizar o barulho dos gases de escape, proporcionando um som menos agressivo em comparação ao motor V8 aspirado.
No entanto, essa abordagem levanta questionamentos, já que estudos prévios sobre o motor aspirado já haviam explorado várias opções para o som, incluindo alternativas que não dependiam do turbo.
Além disso, começa a se discutir a possibilidade de trazer de volta fornecedores independentes de motores, semelhante ao que ocorreu no passado com a Cosworth. Essa iniciativa poderia beneficiar equipes que atualmente dependem de montadoras específicas, cuja política interna pode limitar suas opções.
A FIA apoia a ideia de um novo fornecedor independente, visando reduzir a influência dos grandes fabricantes nas diretrizes técnicas da categoria. Contudo, a inclusão do sistema biturbo complicaria o desenvolvimento do motor e poderia ir contra a expectativa de um propulsor mais simples e econômico.
Historicamente, a Renault foi pioneira na introdução de motores biturbo na F1, com a RS01 em 1977 e a famosa RS10 em 1979. Embora ainda não haja um acordo formal entre os fabricantes para adotar o motor V8 biturbo, há sinais de que um consenso pode ser alcançado em breve, com apoio da Mercedes para garantir a maioria necessária.
A FIA está trabalhando para uma definição rápida, permitindo que os fabricantes iniciem o desenvolvimento e os testes das novas unidades de potência a tempo de implementar as mudanças para 2030.
Fonte: Motor Sport UOL.



