Sakhir (Bahrein), 22 de fevereiro de 2026 – O chefe da Ferrari, Fred Vasseur, revelou que a equipe comunicou à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) há cerca de um ano as possíveis dificuldades que as novas unidades de potência poderiam causar nos procedimentos de largada da Fórmula 1.
Segundo Vasseur, o aviso foi feito ainda na fase inicial de definição dos regulamentos para a temporada 2026, mas a federação optou por manter o formato original. “Todos sabiam que, sem o MGU-H, seria um momento complicado do fim de semana”, declarou o dirigente.
Retirada do MGU-H complica operação
A eliminação do MGU-H obrigou os pilotos a manter o motor em rotações mais altas para preservar o giro do turbo, tornando o procedimento de largada mais longo e complexo. Nos testes de pré-temporada no Bahrein, simulações mostraram resultados inconsistentes, aumentando a preocupação no paddock.
Novo teste com luz azul no Bahrein
Para amenizar o problema, a Fórmula 1 experimentou na semana passada um novo sistema: após o último carro ocupar seu lugar no grid, uma luz azul pisca por cinco segundos antes do acionamento das tradicionais cinco luzes vermelhas. A medida dá tempo adicional para os pilotos prepararem os sistemas eletrônicos e de propulsão.
Vasseur aprovou a mudança. “O procedimento com a luz piscando serve para todos. Achamos seguro e seguiremos assim”, disse. Ainda assim, ele ressaltou que, caso algum competidor não se sinta confortável, existe a opção de largar do pit lane.
Com informações de Autoracing



