A recusa da Ferrari em contratar Kimi Antonelli quando ele ainda corria de kart voltou ao centro das discussões na Itália após a vitória do piloto de 19 anos, no último domingo, largando da pole position em Xangai.
Primeiro contato ocorreu no kart
De acordo com Marco Antonelli, pai do corredor, a Scuderia estabeleceu o primeiro vínculo com o garoto quando ele tinha 11 anos. Na ocasião, Massimo Rivola o convidou para conhecer a estrutura em Maranello e realizar testes no simulador.
“Tudo caminhava para um acordo”, relatou o pai ao site Formula Passion. A negociação, porém, foi interrompida depois que Maurizio Arrivabene, então chefe do departamento de corridas, julgou o piloto “jovem demais” para integrar o programa da equipe.
Mercedes aproveitou a oportunidade
Com a saída da Ferrari do radar, a Mercedes se aproximou no fim de 2017. Toto Wolff apresentou o projeto da academia de jovens pilotos e selou a parceria que perdura até hoje. “Eles me escolheram quando eu ainda era adolescente e criaram as condições ideais para meu desenvolvimento”, declarou Antonelli.
Confiança mantida por Wolff
Toto Wolff afirmou ao jornal Gazzetta dello Sport que nunca enxergou risco na aposta. Segundo o dirigente, a consistência de Antonelli desde o kart e o suporte familiar foram determinantes. “Poucos vencem tudo desde o kart como ele”, observou, alertando para a necessidade de evitar pressão excessiva neste estágio da carreira.
Debate na Itália
A performance em Xangai reacendeu questionamentos dentro e fora da Ferrari. Figuras como Luca di Montezemolo criticaram a decisão tomada anos atrás, enquanto torcedores italianos comemoram o surgimento de um potencial novo ídolo no automobilismo nacional.
Apesar do peso histórico da Ferrari, Antonelli reforçou sua fidelidade à equipe alemã: “Ferrari é Ferrari e sempre será, mas encontrei minha família na Mercedes”.
Com informações de Autoracing



