A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) estuda a criação de uma unidade de potência independente para atender exclusivamente as equipes clientes da Fórmula 1 nos futuros regulamentos previstos para 2030 ou 2031. A iniciativa, conduzida pelo presidente da entidade, Mohammed Ben Sulayem, busca limitar a influência das montadoras oficiais sobre as escuderias que dependem de seus motores.
Entre as possibilidades discutidas está a seleção, pela própria FIA, de um fornecedor único de motor, em modelo semelhante ao adotado pela Cosworth quando HRT, Caterham e Virgin Racing ingressaram na categoria em 2010. Segundo Ben Sulayem, essa medida evitaria pressões políticas ou técnicas dos fabricantes sobre as chamadas “equipes B”. “Não haverá controle das equipes A sobre as equipes B que recebem seus motores”, declarou o dirigente à agência Reuters.
O presidente da FIA ressaltou que o projeto só avançará se houver viabilidade financeira. “Se isso for acessível, teremos um motor para as demais equipes, de modo que ninguém possa exercer influência e dizer: ‘votem desta forma ou não vamos fornecer um bom motor’”, completou.
Debates paralelos
Nas mesmas negociações, a entidade também analisa duas mudanças técnicas de peso:
- Possível retorno dos motores V8, aposentados em 2013;
- Reintrodução do reabastecimento durante as corridas, prática banida desde 2009.
Ben Sulayem afirmou que o reabastecimento está sendo revisto em combinação com combustíveis sustentáveis e maior porcentagem de eletrificação nos sistemas híbridos. “Talvez possamos trabalhar com mais de 10% de eletrificação. Ainda estamos abertos às possibilidades”, pontuou.
Panorama atual de fornecimento
No regulamento de 2026, a distribuição de unidades de potência é a seguinte:
- Mercedes HPP: Mercedes, McLaren, Alpine e Williams;
- Ferrari: Ferrari, Cadillac e Haas;
- Red Bull Powertrains-Ford: Red Bull Racing e Racing Bulls;
- Audi: operação de fábrica própria;
- Aston Martin: parceria considerada quase oficial com a Honda.
As discussões sobre o novo motor independente e demais alterações técnicas devem seguir ao longo dos próximos anos, até a definição completa do regulamento que entrará em vigor na virada da década.
Com informações de F1Mania.net



