A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) iniciou uma investigação formal sobre as asas traseiras utilizadas por Red Bull e Ferrari após os acidentes de Max Verstappen nas duas etapas mais recentes da Fórmula 1.
Falhas consecutivas acenderam o alerta
Apelidadas de “Macarena” no paddock, as soluções aerodinâmicas passariam por uma análise detalhada depois que falhas no sistema contribuíram para os incidentes do holandês em corridas consecutivas.
No GP da Inglaterra, realizado em Silverstone, Verstappen perdeu o controle do RB22 na volta 48 enquanto perseguia Lewis Hamilton. O carro rodou em alta velocidade, parou na brita e provocou a entrada do safety car nas voltas finais. Uma semana antes, o tetracampeão mundial já havia sofrido forte acidente na classificação do GP da Áustria.
Em ambas as ocasiões, a asa traseira não retornou totalmente à configuração de maior carga aerodinâmica—mesmo com o modo de reta desativado na entrada da curva—resultando em perda súbita de aderência.
Conversa com as equipes
A federação iniciou reuniões com Red Bull e Ferrari para avaliar o comportamento dos componentes. Embora somente a Red Bull tenha registrado acidentes, a Ferrari foi incluída no processo por adotar solução semelhante.
Verstappen explicou que as falhas tiveram causas diferentes, mas levaram ao mesmo desfecho: “Na entrada da curva, a asa não fecha completamente. Você perde muita carga aerodinâmica e simplesmente roda”.
Possível retorno ao projeto anterior
A Red Bull avalia voltar à configuração convencional de asa traseira, usada no início da temporada, caso não consiga comprovar a eliminação total da falha. O conceito investigado estreou no GP de Miami.
A Ferrari, por sua vez, não registrou problemas de segurança com seu componente, que passou por extensa bateria de testes antes da estreia. Mesmo assim, a FIA pretende confirmar que ambos os projetos atendem plenamente ao regulamento.
Regras técnicas de 2026
O regulamento técnico de 2026 determina que a transição entre as duas posições fixas da asa traseira seja concluída em até 400 milissegundos. Esse movimento deve ser controlado exclusivamente pela ECU padrão fornecida pela FIA, acompanhada de sensor que confirme a conclusão dentro do intervalo.
Se considerar o componente inseguro, a FIA pode impedir que o carro alinhe no grid ou, em caso extremo, banir o conceito até o fim da temporada ou estender a proibição para 2027.
Com informações de Autoracing



