A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) estabeleceu que os fabricantes de unidades de potência da Fórmula 1 devem revisar, até 1.º de agosto, o protocolo utilizado para medir a razão de compressão dos motores.
Segundo o diretor de monopostos da entidade, Nikolas Tombazis, a mudança será avaliada por meio de uma votação eletrônica entre os sete integrantes do Comitê Consultivo de Unidades de Potência (PUAC). Para que o ajuste passe a valer, é necessário o apoio de pelo menos seis membros.
O que está em discussão
Atualmente, a razão de compressão é verificada em temperatura ambiente. A proposta da FIA é transferir o teste para condições de temperatura operacional mais elevadas, consideradas mais fiéis ao funcionamento real dos motores. A regra busca garantir que o valor máximo permitido, de 16:1, seja respeitado de maneira inequívoca.
Próximos passos
Se a emenda receber o aval do PUAC, o texto será oficializado logo após o Grande Prêmio da Hungria, também em 1.º de agosto, e encaminhado ao Conselho Mundial de Automobilismo (WMSC) para ratificação definitiva.
Sem acusações formais
Tombazis ressaltou que não houve denúncia de infração por parte de qualquer equipe. “Não há acusação de fraude; apenas questionamentos sobre se as regras atuais alcançam o objetivo pretendido”, afirmou, destacando que a polêmica surgiu em uma “área cinzenta” do regulamento.
O dirigente reconheceu que a introdução de novas normas costuma abrir margem para soluções criadas pelas equipes que ultrapassam as intenções originais do texto. Por isso, a FIA convocou o e-vote, na tentativa de encerrar de forma definitiva a discussão sobre a medição da razão de compressão.
Com informações de F1Mania



