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Fórmula 1 avalia novas datas para Bahrain e Arábia Saudita após adiamentos de abril

12 de maio de 2026 – A direção da Fórmula 1 busca recolocar no calendário de 2026 os Grandes Prêmios do Bahrain e da Arábia Saudita, suspensos em abril por causa do agravamento do conflito no Oriente Médio. A interrupção deixou a categoria um mês sem corridas e gerou desafios para a segunda metade da temporada.

Os dois eventos, entre os que mais pagam taxas de promoção, não foram oficialmente cancelados. A organização informou apenas que não seriam disputados no mês original e mantém a intenção de reagendá-los, dependendo da evolução da situação regional.

Opções de encaixe

Derek Chang, CEO da Liberty Media, afirmou que a administração “trabalha dia e noite” para encontrar espaço. A alternativa considerada mais viável é recolocar uma das provas em setembro, na folga entre Baku e Singapura, o que criaria três sequências de três corridas seguidas no fim do ano e aumentaria a carga logística e humana.

Recuperar as duas etapas é mais complexo. A partir do fim de outubro, o circo parte para as Américas, e não há margem em novembro. Uma possibilidade seria adicionar um GP extra no Oriente Médio após Abu Dhabi, mas o contrato determina que a prova de Yas Marina encerre a temporada. Qualquer mudança empurraria a final para mais perto do Natal e geraria, com Las Vegas e Catar, um inédito bloco de quatro corridas consecutivas.

Impacto logístico e financeiro

A instabilidade afeta também o transporte de equipamentos. Parte do material das equipes e da Pirelli permanece retida no Bahrain desde a pré-temporada, e o Oriente Médio é ponto estratégico das rotas de carga. O frete, contabilizado no teto orçamentário, pressiona principalmente as equipes menores, segundo Hoady Nidd, da Haas.

Além do frete, a realocação de provas exige rediscutir todo o planejamento operacional. Sem espaço de meses para ajuste, transferir carros, boxes e estruturas entre corridas fica ainda mais difícil.

Carga de trabalho das equipes

A eventual inclusão de mais uma corrida elevaria para 12 o número de eventos na segunda metade do campeonato. Engenheiros de pista e diretores esportivos, que raramente podem ser substituídos, ficariam até quatro meses longe de casa, cenário especialmente delicado para times com menos pessoal disponível para rodízio.

Stefano Domenicali, CEO da categoria, ressalta que há “planos definidos” e um limite para alterações, mantendo diálogo constante com equipes e promotores enquanto acompanha o desenrolar do conflito.

Por enquanto, a Fórmula 1 monitora a situação e mantém abertas as possibilidades de reagendar um ou ambos os GPs, equilibrando compromissos contratuais, logística e bem-estar das equipes.

Com informações de Autoracing

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