O retorno da Fórmula 1 à Malásia, após nove anos, trouxe desafios inesperados. Durante os treinos realizados na sexta-feira, o circuito de Sepang revelou-se complicado, com o asfalto abrasivo causando uma degradação significativa, como já havia sido alertado nas inspeções prévias. Oscar Piastri descreveu o piso como “lixa”, indicando a dificuldade que as equipes enfrentariam.
As condições da pista se mostraram ainda piores do que o previsto, com o asfalto se desintegrando durante as sessões. Após o segundo treino livre, os organizadores foram obrigados a utilizar caminhões para limpar pedras do traçado. A fornecedora de pneus Pirelli informou que os tempos das voltas foram até 4s5 mais lentos do que suas simulações de classificação indicavam, devido à irregularidade e à baixa aderência do circuito.
Simone Berra, engenheiro-chefe da Pirelli, comentou: “As condições não estavam boas, o asfalto estava se desintegrando”. Ele destacou que a degradação rápida do piso não representa um risco à segurança, mas afeta significativamente a aderência dos pneus, o que poderá se agravar durante a corrida. “Pode ficar ainda pior durante a corrida, pois todos os carros estarão rodando juntos”, afirmou.
Após o dia de treinos, Charles Leclerc mencionou que as condições eram muito complicadas, ressaltando que a pista estava suja e escorregadia. A situação em Sepang, que substitui o Circuito de Sakhir como sede do GP do Bahrein, promete impactar a estratégia das equipes, principalmente em relação à degradação dos pneus e ao desempenho em longas distâncias.
Berra também destacou a importância de encontrar um equilíbrio entre a performance do carro e o controle da temperatura dos pneus, alertando que uma configuração voltada para a corrida pode prejudicar o desempenho na classificação. Com a alta degradação, a hierarquia dos tempos pode mudar drasticamente entre as voltas rápidas e os stints de corrida, adicionando um elemento de incerteza ao evento.
Fonte: Motor Sport UOL.



