O Grande Prêmio de Mônaco será a primeira prova de 2026 na Fórmula 1 disputada sem qualquer área de ativação do novo “modo reta”, recurso introduzido nesta temporada para reduzir o arrasto dos carros nas partes mais velozes do traçado.
De acordo com o mapa oficial do circuito divulgado pela categoria, nenhuma zona de acionamento estará disponível no tradicional traçado de Monte Carlo. Até 2025, o antigo DRS podia ser utilizado apenas na reta dos boxes, mas a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) optou por não repetir o modelo com o sistema atualizado.
Como funciona o sistema em 2026
Os carros deste ano estrearam a aerodinâmica ativa, que permite a abertura simultânea das asas dianteira e traseira para diminuir a resistência ao ar nas retas. A novidade foi criada para compensar o novo regulamento das unidades de potência, que agora distribuem a propulsão de forma quase equilibrada entre o motor de combustão interna e as baterias.
Apesar de ter função parecida, o “modo reta” difere do antigo DRS, que só podia ser ativado quando o piloto estivesse a, no máximo, um segundo do adversário à frente, facilitando as ultrapassagens.
Ultrapassagem ainda é possível
Mesmo sem a zona de “modo reta”, o chamado “modo de ultrapassagem” seguirá disponível em Mônaco. O ponto de detecção será antes da curva Rascasse; a partir daí, os pilotos poderão acionar o recurso na saída desse trecho e novamente pouco antes da Anthony Noghes, última curva antes da linha de chegada.
A decisão da FIA busca preservar algum potencial de ataque em um dos circuitos mais estreitos e técnicos do calendário, onde as oportunidades de ultrapassagem tradicionalmente são limitadas.
Com informações de Autoracing



