Isack Hadjar deixou o circuito de Spielberg neste sábado (27), data da sessão classificatória para o Grande Prêmio da Áustria, com mais queixas do que motivos para comemorar. Mesmo assegurando a oitava posição no grid, o francês voltou a relatar problemas mecânicos que, segundo ele, limitaram seu desempenho ao longo de todo o fim de semana.
Freios no centro das críticas
O piloto afirmou que a maior dificuldade foi lidar com os freios do RB22. Conhecido por adotar frenagens tardias e agressivas, Hadjar disse que a limitação no sistema o impediu de explorar seu estilo habitual, reduzindo a confiança nas entradas de curva e, em consequência, comprometendo a passagem completa pelos trechos de baixa velocidade.
“Hoje melhorou em relação a ontem, mas ainda está longe do ideal”, relatou. “Não consigo pisar forte no pedal; se não freio como preciso, perco a volta inteira.”
Motor e retas também incomodam
Na sexta-feira, o francês já havia mencionado um comportamento incomum do motor na curva 3. Após a classificação, disse que o problema foi parcialmente corrigido, porém a entrega de potência e o rendimento nas retas continuaram aquém do necessário para a sessão decisiva.
Atualizações sob suspeita
Questionado sobre o novo pacote aerodinâmico apresentado pela Red Bull, Hadjar foi direto: “Não está bom. Eu não estou rápido.” Para o competidor, as modificações não ofereceram o ganho de performance esperado, deixando a equipe ainda em busca de soluções.
Apesar da sequência de contratempos — que ele considera a mais problemática da temporada até agora —, Hadjar destaca que o conjunto permanece competitivo, evidenciado pelo top-10 no grid austríaco.
Com informações de Autoracing



