Sakhir (Bahrein), 11 de fevereiro de 2026 – Lewis Hamilton afirmou que os novos carros da Fórmula 1 dão a impressão de ser mais lentos do que os monopostos da Fórmula 2, embora considere a pilotagem mais prazerosa em relação à geração 2022-2025.
Menos pressão aerodinâmica, mais controle
Após as primeiras quatro horas de testes de pré-temporada no Circuito Internacional do Bahrein, o britânico de 41 anos relatou queda de desempenho por conta da redução de downforce. “O carro é mais curto, mais leve e realmente mais fácil de controlar”, explicou o piloto da Ferrari, comparando a sensação a um “rali” em determinados trechos.
Números não sustentam a comparação
Mesmo com a impressão de lentidão, os tempos de pista apontam vantagem considerável sobre a categoria de base. Em 2025, a pole da F2 foi 1min44s08. Na manhã desta quarta-feira, Max Verstappen liderou a F1 com 1min35s433, e Hamilton encerrou o período na quarta posição, um segundo atrás do holandês da Red Bull.
Condições adversas em Sakhir
Hamilton comparou o ensaio no Bahrein ao shakedown privado realizado em Barcelona. “Barcelona não foi tão ruim”, disse. Em Sakhir, a combinação de calor intenso e rajadas de vento dificultou o acerto. “Talvez tenha sido o dia com vento mais forte que já vi aqui”, comentou, sugerindo cautela antes de qualquer julgamento definitivo.
Ferrari ainda estuda o pacote
Segundo o heptacampeão, a equipe ainda analisa pneus, altura do carro, equilíbrio mecânico e novo pacote aerodinâmico. “Estamos tentando entender a janela ideal de funcionamento”, afirmou. Apesar dos desafios, o piloto reiterou que o SF-26 é “mais divertido de guiar”.
Os testes coletivos prosseguem até sexta-feira, quando as equipes encerrarão a preparação inicial para a temporada 2026.
Com informações de Autoracing



