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Hamilton, Verstappen e Ocon apontam custo “insano” do kart e pedem acesso mais barato ao automobilismo

Os gastos cada vez mais elevados nas categorias de base voltaram a ser alvo de críticas de pilotos da Fórmula 1. Lewis Hamilton, Max Verstappen e Esteban Ocon afirmaram que as cifras cobradas no kart e nos primeiros campeonatos de fórmula afastam jovens talentos sem grande poder financeiro.

Hamilton: “Ridículo” gastar US$ 1 milhão por ano

Heptacampeão mundial, Hamilton relatou que conhece uma família que desembolsa mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,17 milhões) por temporada para manter o filho de oito anos correndo de kart.

“Quando comecei, meu pai gastou cerca de 20 mil no primeiro ano, colocando a casa em risco e estourando cartões de crédito. Hoje, alguém de origem normal dificilmente consegue competir com quem investe um milhão. Isso não deveria ser permitido”, declarou o britânico. Para ele, falta responsabilidade das entidades que comandam as categorias de base e “é preciso encontrar uma forma de tornar o esporte acessível”.

Verstappen vê simulador como caminho alternativo

Atual bicampeão, Verstappen destacou que uma etapa de mini-kart pode custar de 10 a 12 mil, valor que considera “insano”. O holandês, que possui equipe tanto no automobilismo real quanto no virtual, defendeu o uso crescente dos simuladores.

“Vejo muitas crianças que ainda estão no kart e já treinam no simulador, guiando carros de F4 ou GT. Com a precisão atual, você chega até dez passos à frente antes de entrar num monoposto de verdade”, afirmou.

Ocon: “Se começasse hoje, não chegaria à F1”

Filho de família humilde, Ocon lembrou que os pais venderam a própria casa para financiar sua carreira. “Se eu tivesse que recomeçar nos karts com os preços atuais, não estaria aqui. É louco o quão caro ficou”, disse o francês.

Ele sugeriu que a preparação de jovens pilotos seja dividida em 70% simulador e 30% kart real, desde que haja um custo viável para as sessões na pista: “Os garotos precisam sentir um carro de verdade por um preço acessível, e isso é extremamente difícil hoje em dia”.

As declarações reforçam a preocupação dentro do paddock sobre a falta de diversidade econômica nas categorias de formação e pressionam dirigentes a buscarem modelos mais sustentáveis para o esporte.

Com informações de F1Mania.net

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