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Honda planeja nova especificação de motor e ressalta avanços na parceria com a Aston Martin

A Honda avalia que a cooperação técnica com a Aston Martin apresenta sinais claros de progresso, mesmo em meio às dificuldades enfrentadas na temporada 2026 da Fórmula 1. Segundo Shintaro Orihara, engenheiro-chefe da montadora japonesa nas pistas, a relação aberta entre as duas partes tem sido determinante para a recuperação de desempenho do conjunto formado pelo chassi AMR26 e a unidade de potência fornecida pela fabricante.

Os primeiros testes de pré-temporada expuseram problemas de confiabilidade e vibrações no power unit, limitações que afetaram Fernando Alonso e Lance Stroll e impediram a equipe de cumprir a quilometragem planejada. Ainda no início do campeonato, Adrian Newey advertiu que as vibrações representavam risco físico para os pilotos, sobretudo nas mãos. De lá para cá, ajustes implementados pela Honda reduziram o impacto desses inconvenientes, permitindo que a dupla completasse as corridas sem o desconforto relatado anteriormente.

A evolução ficou evidente no Grande Prêmio de Mônaco, onde Alonso conquistou um ponto. Para Orihara, o resultado reflete a postura de colaboração mantida pelo chefe da equipe, Mike Krack. “Mesmo nos testes difíceis, nosso relacionamento permaneceu bom e aberto. Krack nunca reclamou da Honda, sempre respeitou nosso trabalho, criando uma ótima atmosfera”, declarou.

O engenheiro também destacou o suporte oferecido pela fábrica de Silverstone. “A Aston Martin entende que tipo de ajuda precisamos para melhorar a confiabilidade e nos forneceu total apoio. Houve várias reuniões entre as fábricas para avançarmos nesse aspecto”, completou.

Pensando no restante do campeonato, a Honda pretende lançar uma nova especificação de motor se obtiver acesso aos incentivos do sistema ADUO, mecanismo que concede benefícios a fabricantes em defasagem de desempenho. Até lá, os esforços estarão concentrados em áreas como simulação, gerenciamento de energia e dirigibilidade. “Quando o novo motor chegar, poderemos extrair mais desempenho. Talvez não alcancemos imediatamente o nível dos líderes, mas esperamos ver progresso. Por isso, fortalecer nossa operação de pista é fundamental agora”, explicou Orihara.

A expectativa da montadora é que a combinação entre ajustes operacionais e eventuais vantagens do ADUO permita resultados mais competitivos, especialmente em circuitos que exigem maior potência.

Com informações de F1Mania.net

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